O senador eleito pelo Rio de Janeiro Carlos Portinho (PL) afirmou nesta segunda-feira (5) que a bancada do partido pretende priorizar projetos de anistia e pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao defender que o comando do Legislativo não ceda a pressões relacionadas a processos judiciais.
Portinho declarou que mantém uma boa relação com Alcolumbre, mas afirmou que um presidente do Senado não pode ter “rabo preso”. Na avaliação do senador eleito, o Legislativo precisa ser fortalecido diante de pressões atribuídas por ele ao STF. Também disse que o PL, após eleger o maior número de senadores e se tornar a maior bancada da Casa, poderá indicar o próximo presidente do Senado.
Anistia e pedidos contra ministros
Ao tratar da anistia, Portinho afirmou que o partido defenderá a medida em casos que não envolvam corrupção. Ele disse que, com exceção de situações confirmadas de corrupção, haverá anistia e que o PL trabalhará para aprovar essa posição.
Sobre os ministros do STF, o senador eleito classificou como inadmissíveis casos de corrupção relacionados à Corte e afirmou que os valores sob investigação são exorbitantes. Os pedidos de impeachment foram apresentados por ele como uma das prioridades da bancada ao lado dos projetos de anistia.
Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, foram eleitos senadores pelo Rio de Janeiro no domingo (4). Com 100% das urnas apuradas, Portinho recebeu 26,77% dos votos, enquanto Jordy conquistou a segunda cadeira, com 24,56%.


