BRASÍLIA — O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou o bloqueio de até R$ 2,7 bilhões em bens de cinco ex-integrantes da alta administração do Banco de Brasília (BRB). A indisponibilidade vai durar um ano e busca preservar recursos para um eventual ressarcimento aos cofres públicos.
A decisão foi tomada em sessão reservada nesta quarta-feira (23). Os ex-dirigentes terão 30 dias para apresentar manifestação ao tribunal. A medida faz parte do processo que analisa possíveis irregularidades em transações financeiras realizadas entre o BRB e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Ex-dirigentes alcançados
Entre os atingidos está Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, acusado de receber R$ 146 milhões em imóveis de Vorcaro. Também foram incluídos Dario Oswaldo Garcia Júnior, que ocupou a diretoria de Finanças e Controladoria; Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente de Operações Financeiras; Wily da Silva Leão, que integrou essa superintendência; e Marcelo Talarico, ex-presidente do Conselho de Administração do banco.
O TCDF converteu o processo em Tomada de Contas Especial (TCE), procedimento voltado à identificação de responsabilidades e de possíveis danos ao patrimônio público. A apuração poderá avaliar a extensão do bloqueio a outros agentes se surgirem novos suspeitos.
Prazos para o banco
O BRB deverá enviar ao tribunal, em até 24 horas, um relatório de auditoria sobre operações realizadas pela instituição. O atual diretor-presidente, Nelson Antônio de Souza, terá 30 dias para justificar o descumprimento de uma determinação anterior relacionada ao envio de informações.
Também foi fixado prazo de 15 dias para que o banco apresente esclarecimentos e documentos sobre uma representação do Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF).


