BANGA, FILIPINAS — Um estudante de 16 anos matou dois colegas a tiros, feriu outros oito e tirou a própria vida depois do ataque em uma escola da cidade de Banga, na província de Cotabato do Sul. O caso ocorreu nesta sexta-feira (18), e todas as vítimas tinham entre 14 e 17 anos.
Quatro dos estudantes feridos estão em estado crítico. O prefeito de Banga, Albert Palencia, afirmou que o adolescente usou uma pistola pertencente ao pai, funcionário do Departamento de Educação. Para pegar a arma, o jovem arrombou o cofre onde ela estava guardada.
Palencia disse que o estudante teria avisado amigos, antes do ataque, que eles deveriam ir para casa porque executaria seu plano depois do almoço. Como era conhecido por fazer piadas, os colegas não levaram a declaração a sério. Após o almoço, ele começou a atirar e atingiu 10 alunos antes de se matar.
O prefeito descreveu o autor como um aluno inteligente e praticante ativo de taekwondo. Também negou que o jovem fosse vítima de bullying. As autoridades filipinas abriram uma investigação para identificar a motivação do ataque.
Outros casos recentes
De acordo com informações policiais citadas por Palencia, o suspeito havia publicado uma mensagem em uma comunidade online dedicada a conteúdos de “true crime” antes do atentado.
Este foi o terceiro ataque a tiros em uma escola filipina em menos de três meses. Em junho, dois alunos abriram fogo contra colegas em uma escola pública de ensino médio em Tacloban. O episódio deixou três mortos e vinte feridos. Uma investigação do Senado apontou que os autores também acessavam a chamada “True Crime Community”, descrita por autoridades de crimes cibernéticos como uma rede de jovens que compartilham e consomem conteúdo extremista violento.
Em agosto, um estudante transmitiu ao vivo o momento em que matou outro aluno a tiros em uma sala de aula em Zamboanga, no sul do país, e depois tirou a própria vida.
A legislação filipina exige checagem de antecedentes criminais e avaliação psicológica para o porte de armas. O governo ainda não informou se a pistola usada no ataque de sexta-feira (18) estava regularizada.


