O presidente do Chile, José Antonio Kast, defendeu nesta terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que a inteligência artificial seja tratada como uma questão ética e geopolítica, além de tecnológica. Para ele, o avanço da tecnologia ocorre sem uma estrutura global de governança capaz de acompanhar seu desenvolvimento.
Kast afirmou que a inovação não deve ser interrompida, mas submetida a regras que conciliem crescimento e responsabilidade. “Uma regulamentação que habilite, e não que proíba”, disse o presidente, ao apresentar a proposta de um “ritmo responsável” para o avanço da inteligência artificial. O modelo, segundo ele, deve incluir investimentos em talento, capacidade computacional e energia, além de avaliações rigorosas.
Segurança e fronteiras
Na área de segurança, o presidente chileno defendeu maior coordenação internacional para combater o crime organizado na América Latina. A proposta inclui ações contra facções criminosas, controle da migração irregular e reforço da fiscalização nas fronteiras.
Kast também pediu investimentos no Chile e destacou a importância de oferecer previsibilidade aos investidores. Ao tratar da exploração de minerais críticos, apresentou o país como um ator fundamental da transição energética e afirmou que o Chile concentra cerca de um quarto das reservas mundiais de lítio e é o maior produtor de cobre do planeta.
O presidente declarou que o Chile não abre mão de sua soberania nem da exploração de seus minerais. Também afirmou que a energia do futuro deve servir à humanidade, sem ficar subordinada a monopólios ou a atores que não respeitem as regras. Para Kast, crescimento e sustentabilidade precisam ser conciliados.
Relações com a Venezuela
Ao abordar a situação política venezuelana, Kast afirmou que os governos estão retomando relações com a Venezuela sob uma nova liderança e oferecendo apoio às mudanças no regime. Segundo ele, a abertura de portas antes fechadas criou uma oportunidade para que o país retome suas tradições democráticas e suas instituições.
Kast também mencionou os milhões de venezuelanos espalhados pelo continente que desejam retornar ao país. Em sua avaliação, depois de duas décadas de tensões, a América Latina espera um desfecho positivo para essa história.



