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Justiça dos EUA marca audiência sobre bloqueio de acesso à Casa Branca

CNN, MS NOW e Politico dizem que a medida de Trump viola as liberdades de imprensa e o devido processo legal.

Justiça dos EUA marca audiência sobre bloqueio de acesso à Casa Branca
Foto: Divulgação/White House

O juiz federal Timothy Kelly marcou para quarta-feira (23) uma audiência sobre o pedido de CNN, MS NOW e Politico para retomar o acesso de seus jornalistas à Casa Branca. A sessão está prevista para 15h30 no horário de Washington, ou 16h30 em Brasília.

As três empresas de comunicação também pediram uma ordem de restrição temporária contra a decisão de Donald Trump, que desativou as credenciais dos profissionais e proibiu os veículos de entrar no complexo presidencial. Kelly determinou que o governo responda ao pedido até terça-feira (22).

A ação foi apresentada na segunda-feira (21) contra Trump e integrantes de seu governo. As empresas afirmam que a medida viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege as liberdades de expressão e de imprensa, além do devido processo legal.

Trump anunciou a restrição na sexta-feira (18). O presidente acusou CNN, MS NOW e Politico de publicar informações falsas, mas não apresentou provas de que as reportagens que motivaram a decisão continham erros. Também afirmou que outros veículos poderiam ser submetidos a medidas semelhantes.

No sábado (19), jornalistas das três organizações foram impedidos de entrar na Casa Branca. Na segunda-feira, ABC News, CBS News, Fox News e NBC News se recusaram a substituir a CNN no chamado pool de televisão, sistema pelo qual uma emissora fornece imagens de compromissos presidenciais para serem compartilhadas com outras.

Críticas ao juiz e à imprensa

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que o Salão Oval deve ser tratado com decoro, respeito e dignidade. Ele acusou jornalistas de distorcer e degradar deliberadamente as informações e disse, sem apresentar provas, que quase todas as notícias sobre ele seriam negativas ou falsas, além de perigosas para o país.

Ao mencionar sua vitória eleitoral nos sete estados decisivos, no voto popular e no Colégio Eleitoral, Trump declarou receber 94% de cobertura negativa. Para o presidente, isso indicaria perda de credibilidade da imprensa e seria prejudicial aos Estados Unidos.

Trump também criticou Timothy Kelly, indicado por ele para a Justiça federal em 2017. O juiz havia decidido em favor do jornalista Jim Acosta em 2018, quando a Casa Branca retirou temporariamente a credencial do então principal correspondente da CNN no local. Kelly determinou o restabelecimento do passe ao concluir que o governo não havia assegurado o devido processo antes da suspensão.

“Conseguiram um juiz excelente para eles, um homem que decidiu a favor de Jim Acosta”, escreveu Trump. Na mesma publicação, afirmou que a decisão seria contestada.

Em 16 de janeiro daquele ano, Acosta foi retirado do Salão Oval depois de insistir em questionar Trump sobre comentários atribuídos ao presidente a respeito de imigrantes de países africanos e do Haiti.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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