A China anunciou um acordo com os Estados Unidos para reduzir reciprocamente tarifas no valor de US$ 30 bilhões, ampliar as negociações comerciais e iniciar um diálogo sobre inteligência artificial. O entendimento também inclui posições comuns sobre o Irã e a guerra no Oriente Médio, envolvendo forças norte-americanas e o país iraniano.
O Ministério das Relações Exteriores da China informou que os países vão criar um conselho comercial para dar continuidade aos resultados das negociações realizadas em Kuala Lumpur. A medida foi divulgada depois de os dois governos concordarem em estender por dois meses a trégua comercial, cujo prazo terminaria em 10 de novembro.
A prorrogação foi anunciada após as duas maiores economias do mundo decidirem manter as tratativas abertas. Na quarta-feira (23), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, havia informado que a extensão permitiria trabalhar em um possível acordo comercial mais amplo.
O entendimento ocorreu depois de um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Além do conselho comercial, os governos concordaram em apoiar a realização de reuniões de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e da cúpula do G20. Trump e Xi planejam comparecer aos encontros promovidos pelo outro país.
Inteligência artificial e política externa
Na área tecnológica, China e Estados Unidos decidiram manter conversas sobre riscos e benefícios da inteligência artificial. Uma nova rodada está prevista para novembro, e os governos também acertaram a criação de um canal de comunicação para lidar com incidentes relacionados à tecnologia.
Sobre o Irã, os líderes defenderam que o país cumpra o compromisso de não desenvolver armas nucleares. Também apoiaram a posição de que nenhum país ou entidade cobre taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais, conforme o Ministério das Relações Exteriores da China.


