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Encontro de Trump e Xi em Washington preserva tensões entre EUA e China

Reunião teve cerimônias e gestos de aproximação, mas não indicou avanços em Taiwan, comércio, inteligência artificial ou Irã.

Encontro de Trump e Xi em Washington preserva tensões entre EUA e China

Donald Trump recebeu Xi Jinping na Casa Branca nesta quinta-feira (24), em uma cúpula marcada por cerimônias, declarações amistosas e poucos sinais de avanço nas principais disputas entre Estados Unidos e China. A reunião tratou de temas como Taiwan, comércio, inteligência artificial, segurança e a guerra com o Irã, mas não produziu indicações públicas de acordos relevantes nessas áreas.

Durante o encontro bilateral, Xi pediu que os Estados Unidos se oponham à independência de Taiwan. A China considera a ilha, governada democraticamente, parte de seu território e não descarta recorrer à força para assumir o controle. A Casa Branca não havia divulgado um resumo próprio das conversas imediatamente após a reunião.

Taiwan, comércio e inteligência artificial

Antes da cúpula, havia expectativa de que Xi pressionasse Trump a interromper a venda de armas para Taiwan. Após uma visita à China em maio, o presidente americano afirmou que havia suspendido um pacote militar para a ilha estimado em US$ 14 bilhões e descreveu a decisão como uma vantagem nas negociações.

A suspensão provocou preocupação entre aliados dos Estados Unidos na Ásia e entre republicanos próximos de Trump. O receio era que o presidente reduzisse o apoio americano a Taipé em troca de ganhos econômicos.

Trump apresentou o encontro principalmente como uma demonstração de sua relação pessoal com Xi e afirmou que os dois países haviam avançado no comércio desde sua viagem à China em maio. Também disse que discutiria a chamada “superinteligência”, nome usado por ele para se referir à inteligência artificial.

Xi adotou uma abordagem mais voltada às relações entre os países. Ele afirmou que os interesses das duas potências estão profundamente ligados e defendeu uma competição saudável. Também declarou que empresas americanas são bem-vindas na China e pediu tratamento justo para companhias chinesas nos Estados Unidos.

Sobre a inteligência artificial, Xi defendeu que o desenvolvimento da tecnologia permaneça sob controle humano. Analistas avaliam que a disputa entre os dois países no setor tende a limitar qualquer acordo a entendimentos simbólicos. Trump, por sua vez, indicou que prefere manter a situação regulatória como está.

Cerimônia e cálculo político

A visita de Xi foi a primeira dele a Washington em mais de uma década e representou o segundo encontro dos dois líderes neste ano. Trump o recebeu na noite de quarta-feira com honras militares e, nesta quinta-feira, os dois acompanharam uma cerimônia com apresentação aérea no Jardim das Rosas. Depois da reunião reservada, Trump mostrou a Xi o novo heliporto construído no gramado sul da Casa Branca.

A aproximação ocorre em um momento politicamente delicado para o presidente americano. Antes das eleições de meio de mandato de novembro, quando a maioria republicana no Congresso estará em disputa, Trump vem classificando democratas como comunistas. Ao mesmo tempo, recebeu Xi, líder do Partido Comunista Chinês, com bandeiras chinesas ao lado das americanas na sede do governo.

A postura também contrastou com um discurso feito por Trump na ONU na terça-feira, no qual ele defendeu o uso do poder militar e afirmou que poderia “aniquilar” o Irã. Na reunião com Xi, o tom foi mais conciliador. O presidente chinês apoiou o retorno dos Estados Unidos e do Irã ao cessar-fogo e a eventual negociação de um acordo de paz.

Trégua comercial e pontos de tensão

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou na quarta-feira (23), após conversas com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, que os dois lados concordaram em estender até 10 de janeiro um acordo que interrompe a guerra comercial.

Ainda assim, permanecem divergências sobre tarifas, controles de exportação, Taiwan, inteligência artificial e a relação com o Irã. A China também mantém controle sobre o fornecimento de minerais de terras raras, fator que amplia sua influência nas negociações.

As conversas poderiam incluir medidas para reduzir algumas tarifas, combater o tráfico de drogas e ampliar a comunicação entre as Forças Armadas. Trump também poderia buscar a libertação de americanos e de outras pessoas detidas na China.

A programação do jantar de Estado reuniu executivos de empresas de tecnologia e de outros setores, entre eles Tim Cook, Jeff Bezos, Sundar Pichai, Sam Altman, Elon Musk e Jensen Huang. Apesar da presença empresarial, os Estados Unidos devem manter restrições à exportação de tecnologias, enquanto a China quer que esses controles sejam flexibilizados.

Os dois governos têm interesse em evitar uma nova deterioração da relação. Porém, a estabilidade depende de temas que continuam sem solução e que podem reabrir o conflito entre Washington e Pequim.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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