Um jovem palestino morreu baleado nesta sexta-feira (2) em Kobar, localidade próxima a Ramallah, na Cisjordânia. Autoridades palestinas responsabilizaram colonos ou soldados israelenses pelo episódio, que representa a segunda morte desse tipo registrada em dois dias.
Segundo o prefeito de Kobar, Mounir Badwan, jovens palestinos tentaram abrir um portão instalado recentemente por colonos para mantê-los dentro da localidade. De acordo com ele, os colonos atacaram os jovens e, depois da chegada do Exército, soldados dispararam munição real. Baha Sami al-Natsheh, de 19 anos, foi atingido e morreu.
O Ministério da Saúde palestino apresentou outra versão: afirmou que os disparos contra o jovem foram feitos por colonos. Al-Natsheh morava em Jerusalém Oriental. O Exército israelense informou que apurava os fatos.
Na quinta-feira, autoridades palestinas haviam informado a morte de um homem de 51 anos, baleado por colonos ao norte de Ramallah.
Contexto da violência
O aumento dos ataques de colonos tem provocado críticas internacionais a Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu minimizou a violência antes das eleições de 27 de outubro.
O governo Netanyahu inclui integrantes da extrema direita e intensificou a construção de assentamentos no território ocupado, considerados ilegais pelo direito internacional. A violência também cresceu paralelamente à ofensiva israelense na Faixa de Gaza, iniciada em resposta ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.


