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Israel dá 30 dias para Reino Unido fechar consulado em Jerusalém

Medida inclui restrições a autoridades britânicas, parlamentares e cidadãos críticos a Israel, em resposta a sanções contra assentamentos na Cisjordânia.

Israel dá 30 dias para Reino Unido fechar consulado em Jerusalém
Foto: Jamal Awad/Reuters

Israel determinou que o Reino Unido feche seu consulado em Jerusalém no prazo de 30 dias. Ao fim desse período, os representantes britânicos que trabalham na unidade devem perder o status no país. A ordem não afeta a embaixada britânica em Tel Aviv.

A decisão também prevê que autoridades do Reino Unido envolvidas em uma missão liderada pelos Estados Unidos na Faixa de Gaza e que trabalham em Ramallah, na Cisjordânia, deixem Israel. O governo britânico ainda não poderá treinar as forças de segurança palestinas na Cisjordânia.

Entre as medidas anunciadas estão a proibição de entrada para 12 parlamentares de Londres e outros cidadãos críticos a Israel. O ex-líder do Partido Trabalhista Jeremy Corbyn está incluído na lista.

Retaliação contra sanções

A iniciativa israelense ocorre depois que Reino Unido, França e Canadá decidiram impor sanções a Israel. O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, anunciou nesta terça-feira (8) que o país proibirá a importação de produtos provenientes de assentamentos israelenses na Cisjordânia. Ele também acusou o governo israelense de ignorar a violência praticada por colonos contra palestinos.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, classificou a decisão britânica como “moralmente distorcida” e acusou o Reino Unido de interferência nos assuntos de um Estado soberano e em seu processo eleitoral. As eleições gerais israelenses estão marcadas para 27 de outubro, quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tentará manter sua coalizão com a extrema direita no poder.

O governo de Netanyahu ainda não havia se pronunciado publicamente sobre o fechamento do consulado. Em uma publicação na rede social X, Gideon agradeceu à líder da oposição britânica, Kemi Badenoch, por criticar as sanções. Em artigo publicado pelo jornal The Sun, ela afirmou que o governo trabalhista estaria priorizando interesses político-partidários em detrimento do interesse nacional.

Nesta quarta-feira (9), Ed Miliband lamentou a ordem israelense, mas disse que a medida não o surpreendeu. “não podíamos ficar de braços cruzados por temer uma ação israelense”, declarou à emissora BBC.

O rabino-chefe das Congregações Hebraicas Unidas da Commonwealth, Ephraim Mirvis, criticou as sanções. Já a organização judaica Yachad afirmou que a medida não era anti-Israel nem antissemita e acusou o governo de Tel Aviv de consolidar sua ocupação.

Possíveis novas medidas

Israel já esperava as sanções britânicas e deve discutir outras respostas aos países que aderiram à iniciativa ou demonstraram apoio a ela. Os produtos dos assentamentos israelenses na Cisjordânia representam uma fração pequena das exportações de Israel, mas diplomatas consideram as sanções uma demonstração de descontentamento com as ações dos colonos.

O conflito na Faixa de Gaza, iniciado em outubro de 2023, provocou dezenas de milhares de mortes. Reino Unido, França e Canadá estão entre os países que, em 2025, passaram a reconhecer formalmente a Palestina como um Estado.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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