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Análise aponta rede transnacional por trás da atuação de Fernando Cerimedo

Bruno Lima Rocha Beaklini relaciona o consultor argentino a campanhas digitais, acusações eleitorais e conexões com o narcotráfico na região.

Análise aponta rede transnacional por trás da atuação de Fernando Cerimedo

O jornalista Bruno Lima Rocha Beaklini afirma que a atuação de Fernando Cerimedo na América Latina integra um modelo político baseado em campanhas digitais, acusações de fraude eleitoral e financiamento associado ao crime organizado. Na avaliação do autor, esse mecanismo também envolve fazendas de bots, empresas de fachada, lavagem de dinheiro e o uso de pessoas interpostas.

Cerimedo teria desempenhado funções em diferentes processos eleitorais. O autor o identifica como peça central da campanha de Javier Milei na Argentina, em 2023, e afirma que ele ajudou a disseminar acusações de fraude nas urnas eletrônicas brasileiras. Também o relaciona à campanha contra a constituinte e ao segundo turno das eleições no Chile.

Na Bolívia, Beaklini diz que Cerimedo foi conselheiro da campanha de Rodrigo Paz e, posteriormente, passou a ocupar um espaço informal com alto nível de decisão. O artigo menciona ainda um suposto intento de feminicídio contra Nadia Beller, influenciadora de direita boliviana e ex-companheira de Cerimedo. Segundo a versão apresentada pelo autor, o episódio teria sido uma tentativa de eliminar informações comprometedoras e envolveria um cúmplice que seria diretor da Polícia Nacional Boliviana na luta contra o narcotráfico.

A conexão boliviana

A prisão de Cerimedo, conforme a análise, tornou visíveis atividades relacionadas a voos irregulares no Departamento de Beni. Beaklini observa que a região também está ligada à trajetória política de Jeanine Áñez, ex-presidente da Bolívia. Para o autor, o padrão teria semelhanças com situações registradas no Equador, em Honduras e na Colômbia, nas quais ele identifica relações entre o narcotráfico e a ascensão de governantes de extrema direita.

O texto também recupera dois episódios anteriores da história boliviana: a tomada de poder liderada pelo então coronel Hugo Banzer, em 1971, e o golpe de 1980, conduzido pelo general Luis García Meza e pelo coronel Luis Arce Gómez. Beaklini afirma que, nos dois casos, o narcotráfico teria financiado atividades ilegais, operado por meio de redes da CIA e da DEA e contribuído para a corrosão do aparelho de Estado.

Disputa digital e estruturas de poder

A análise associa Cerimedo a Donald Trump e Marco Rubio e sustenta que a crise boliviana já apresentava sinais desde o lançamento do portal Derecha Diario. O autor afirma que o consultor argentino teria ido a Santa Cruz de la Sierra para atuar livremente e assegurar o financiamento das campanhas de seus clientes nas redes sociais, entre eles o mandatário argentino.

Beaklini também atribui à inteligência sionista uma função de suporte na dimensão cibernética. Segundo ele, mecanismos de disparos em massa, a atuação das plataformas e das Big Techs e a censura na prática política contribuiriam para poluir o debate público.

Na conclusão, o jornalista descreve Cerimedo como uma peça relevante, mas substituível, de uma estrutura que continuaria funcionando mesmo após a remoção de seus operadores. Ele relaciona essa dinâmica às frações de classe no poder nos países latino-americanos e às conexões, diretas ou indiretas, com Washington, o Comando Sul e outros instrumentos de influência sobre o continente.

Bruno Lima Rocha Beaklini é apresentado como jornalista, doutor em ciência política, pós-doutor em economia política internacional e professor de relações internacionais. O artigo é identificado como uma análise de opinião.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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