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Juventudes latino-americanas relatam resistência a governos de direita

Militantes da Argentina, Colômbia, Honduras e Chile descrevem medidas de seus governos e defendem mobilização popular.

Militantes estudantis e de movimentos populares da Argentina, Colômbia, Honduras e Chile relatam impactos de políticas adotadas por governos de direita e defendem a reorganização da resistência nos territórios. Entre os temas citados estão cortes em áreas sociais, mudanças nas normas trabalhistas, criminalização de movimentos populares, conflitos fundiários e redução de impostos para grandes empresas.

Na Argentina, a militante estudantil Valentina Cabrera associa o governo do presidente Javier Milei ao corte de subsídios, a demissões em massa e ao congelamento de salários, em um cenário de inflação superior a 33% e aumento da pobreza. Ela também afirma que o governo recebeu poderes extraordinários para revogar leis e promoveu a eliminação dos ministérios do Meio Ambiente e das Mulheres e Diversidades.

Para Cabrera, o modelo argentino transfere terra, salários e corpos ao capital estrangeiro e ao mercado internacional. A militante defende que a população se organize nas comunidades e conteste a ideia de que as redes sociais representam a vida real. “A extrema-direita é perigosa”, afirmou a jovem Mapuche Camila Jara, do Chile.

Colômbia e Honduras

Na Colômbia, a chegada de Abelardo de la Espriella à Presidência mobilizou organizações estudantis. Karen Arteaga, do Congreso de los Pueblos, diz que o novo governo preocupa por causa da falta de experiência política de seu titular e de sua associação, segundo ela, com grupos armados, paramilitarismo, pessoas envolvidas no narcotráfico e a vitimização de mulheres.

Arteaga afirma que os movimentos precisam retomar a mobilização, a defesa dos direitos humanos, os diálogos e o pensamento crítico construídos durante o período do governo de esquerda de Gustavo Petro. Para ela, a organização nos territórios deve ser a principal frente de oposição.

A militante também atribui importância ao uso da inteligência artificial nas eleições colombianas. Segundo Arteaga, a ferramenta foi usada para disseminar notícias falsas e posições contrárias ao governo, contribuindo para conflitos entre as pessoas. Ela defende a união em torno de interesses coletivos e alerta para discursos de crescimento econômico que, em sua avaliação, facilitam o extrativismo e a invasão estrangeira.

Em Honduras, a militante Sinia Rápalo, do Movimento Estudantil Revolucionário Lorenzo Zelaya, afirma que o presidente Nasry Asfura, conhecido como Tito Asfura, assumiu em 2026 e já produziu impactos negativos. Ela cita a paralisação das obras de sete hospitais e a aprovação de uma lei que permite confiscar terras ocupadas por camponeses.

Segundo Rápalo, as medidas agravaram conflitos e favoreceram grandes empresas do setor agropecuário. A militante prevê um período mais difícil, porque o presidente assumiu há poucos meses e, ainda assim, as consequências já seriam visíveis.

Chile e o alerta ao Brasil

No Chile, Camila Jara, militante do povo Mapuche, relata retrocessos em direitos anteriormente conquistados e criminalização da organização popular durante o governo de José Antonio Kast. Ela menciona um projeto chamado Lei de Segurança do Estado, que permitiria ao Poder Executivo vistoriar celulares, impedir encontros entre pessoas, abrir investigações e realizar prisões.

Jara também critica uma reforma que os movimentos sociais chamam de megareforma dos super-ricos. De acordo com a militante, a proposta reduz impostos de grandes corporações internacionais. Para ela, direitos sociais não são concedidos pelas elites, mas conquistados por meio de disputas nas ruas e da mobilização contínua.

Com o Brasil em corrida presidencial, as militantes defendem que a classe trabalhadora participe das eleições e se proteja de campanhas de manipulação e sabotagens eletrônicas. As mensagens convergem na necessidade de fortalecer organizações de base, preservar o debate crítico e combater a desinformação.

Cabrera afirma que a juventude não deve aceitar a ideia de que está derrotada ou sem capacidade de ação. Para as militantes, a resistência depende da organização comunitária e da defesa coletiva de direitos diante das medidas que, em sua avaliação, atingem trabalhadores, camponeses, mulheres, povos indígenas e movimentos sociais.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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