PARIS — O papa Leão XIV chegou à França nesta sexta-feira (25) para uma visita de quatro dias, a primeira de um líder do Vaticano a Paris desde Bento XVI, em setembro de 2008. A agenda inclui temas como inteligência artificial, eutanásia, abusos sexuais dentro da Igreja, acolhimento de migrantes e paz na Europa.
O avião que transportava o pontífice pousou pouco antes das 8h00 GMT (05h00 no horário de Brasília), nos arredores de Paris. Após a chegada, sinos de igrejas em todo o país tocaram por sete minutos. Leão XIV foi recebido pelo presidente Emmanuel Macron e por Brigitte com honras militares, cumprimentou crianças e jovens no aeroporto e os abençoou.
“Viajo para a França, como para outros lugares do mundo, como discípulo de Jesus Cristo, desejando proclamar a paz, a paz de Cristo, em todo o mundo”, declarou o papa durante o voo.
Agenda em Paris
Do aeroporto, Leão XIV seguiu para o Palácio do Eliseu, sede da Presidência, onde faria seu primeiro discurso na França como líder espiritual dos 1,4 bilhão de católicos no mundo. Depois, estava prevista uma fala na Unesco, em meio às preocupações com a inteligência artificial.
A primeira aparição pública seria em um percurso de 2,5 quilômetros no papamóvel, pelas ruas do centro de Paris até Notre-Dame. Na catedral, o papa conduzirá uma oração com líderes religiosos. Será sua primeira visita ao local desde a reconstrução após o incêndio de 2019.
A programação do dia termina com uma vigília para jovens no Stade de France, ao norte de Paris. São esperados 80 mil participantes entre 17 e 35 anos, além de música pop e conversas com Leão XIV.
A visita também inclui Lourdes e Metz. O deslocamento mobilizará 15 mil policiais e gendarmes e terá custo de 27 milhões de euros (aproximadamente 159 milhões de reais).
A avó paterna de Leão XIV nasceu na França. Durante a passagem pelo país, o papa também celebrou o que chamou de “sede espiritual” diante do renovado interesse pela espiritualidade católica e do aumento dos batismos. Macron planeja presenteá-lo com uma reprodução parcial de um vitral da Catedral de Notre-Dame e um fragmento de DNA sintético com uma cópia única do Evangelho.

