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Musk contesta documentário de Alex Gibney e prepara possível ação judicial

Advogado do empresário acusa o filme de sugerir, sem provas, interferência da Starlink na eleição americana de 2024.

Musk contesta documentário de Alex Gibney e prepara possível ação judicial

Elon Musk ameaça levar à Justiça o documentário “Musk”, dirigido por Alex Gibney, por considerar que o filme apresenta informações falsas e potencialmente difamatórias sobre sua atuação na eleição presidencial americana de 2024.

A contestação foi formalizada em uma carta enviada pelo advogado de Musk, Alex Spiro, aos responsáveis pela produção. O documento pede a preservação de imagens, entrevistas, pesquisas, registros de checagem e comunicações com as fontes, uma medida que indica a preparação para um possível processo. O aviso foi encaminhado a Gibney, à produtora Jigsaw e também a empresas ligadas à distribuição e à divulgação do longa, como HBO, Bleecker Street e Universal.

O principal ponto questionado envolve o depoimento de Ashley St. Clair, ex-companheira de Musk e mãe de um de seus filhos. Ela afirma que, antes da eleição, o empresário teria falado em desencadear uma “anomalia na Matrix” e enviado uma mensagem sobre “dez mil lasers no espaço”. Ao ser questionada pelo diretor, St. Clair especula que a frase poderia se referir à rede de satélites Starlink.

Spiro argumenta que a edição da sequência sugere, sem apresentar provas, que Musk teria usado a Starlink para interferir na eleição e favorecer Donald Trump. O advogado afirma que a rede não participou da contabilização dos votos e menciona rejeições anteriores, feitas por autoridades eleitorais, especialistas em segurança digital e agências de checagem, a teorias sobre manipulação eleitoral por meio da empresa.

A defesa sustenta ainda que uma obra pode ser difamatória mesmo sem fazer uma acusação explícita, se a montagem, a narração, a trilha sonora ou a omissão de informações produzirem esse entendimento. Spiro acusa Gibney de ter começado o projeto com uma conclusão predeterminada e diz que a equipe recusou oportunidades de diálogo e esclarecimento.

Estreia e resposta dos envolvidos

Com quase quatro horas de duração, o documentário estreou nesta terça-feira no Festival de Veneza e recebeu uma ovação de pé de cinco minutos. A chegada aos cinemas dos EUA está prevista para 16 de outubro.

A produtora descreveu o filme como uma investigação factual sobre uma figura pública poderosa e afirmou que esse debate é protegido pela Primeira Emenda da Constituição americana. Musk não concedeu entrevista. A produção reúne depoimentos de Justine Musk, sua primeira mulher; Errol Musk, seu pai; Ashley St. Clair; e Martin Eberhard, cofundador da Tesla. O empresário aparece representado por um avatar que reproduz declarações feitas pelo Musk real.

No X, antigo Twitter, Musk critica o filme. Ele afirmou que Gibney teria fabricado uma obra falsa e classificou a produção como uma tentativa de difamação.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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