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ONU alerta para risco de perda de provas durante remoção de escombros em Gaza

Francesca Albanese afirma que a retirada de destroços pode dificultar a identificação de restos humanos e a investigação de crimes internacionais.

ONU alerta para risco de perda de provas durante remoção de escombros em Gaza

A retirada de escombros em áreas da Faixa de Gaza sob controle militar israelense pode eliminar vestígios de possíveis crimes e dificultar a localização e a identificação de restos humanos, afirmou nesta segunda-feira (7) Francesca Albanese, relatora especial da ONU sobre os direitos humanos nos territórios palestinos ocupados.

Albanese disse ter recebido, em agosto, informações que considerou confiáveis sobre uma operação de remoção, trituração e transporte de destroços em grande escala. Segundo ela, o material acumulado entre os edifícios destruídos pode conter restos mortais e evidências necessárias para investigar supostos crimes internacionais.

“Os escombros de Gaza contêm restos humanos e elementos materiais importantes para investigar supostos crimes internacionais”, declarou a relatora, nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos. Ela não fala oficialmente em nome da ONU.

Dimensão da destruição

Em abril, um cálculo do Banco Mundial, da União Europeia e da ONU estimou em 68 milhões de toneladas o volume de escombros produzido por edifícios destruídos ou danificados em Gaza. Citando autoridades palestinas, Albanese afirmou que mais de 10.000 pessoas permanecem soterradas sob os destroços.

A guerra entre Israel e o Hamas deixou mais de 73.000 mortos e 174.000 palestinos feridos desde outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo grupo islamista. A ONU considera confiáveis esses dados. O conflito começou após um ataque do Hamas contra Israel que matou 1.221 pessoas.

A relatora também lembrou que, em janeiro de 2024, a Corte Internacional de Justiça determinou que Israel adotasse medidas para evitar a destruição e preservar provas relacionadas às acusações de violações da Convenção sobre o Genocídio.

Para Albanese, a remoção dos destroços precisa preservar seu possível valor probatório e funerário. Ela afirmou que o material integra a cena dos acontecimentos e pode ajudar a esclarecer o que ocorreu durante os bombardeios, que duraram dois anos. A relatora foi alvo de sanções dos Estados Unidos após criticar o tratamento dado por Israel aos palestinos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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