O Conselho de Segurança das Nações Unidas exigiu o fim imediato da escalada militar e dos ataques promovidos pelo movimento houthi contra a Arábia Saudita. A declaração foi aprovada nesta sexta-feira (25), em uma rara demonstração de unidade entre os integrantes do órgão máximo da ONU.
Os houthis, movimento pró-Irã que atua no Iêmen, controlam extensas áreas da costa iemenita do Mar Vermelho. A partir dessa posição, passaram a atacar petroleiros e estabeleceram, na prática, um bloqueio naval à Arábia Saudita. A região é considerada vital para as exportações sauditas de hidrocarbonetos, e os ataques provocaram forte alta nos preços da energia.
Jérôme Bonnafont, enviado francês à ONU e presidente rotativo do Conselho de Segurança, afirmou que os integrantes do órgão condenaram “nos termos mais veementes” as ofensivas contra o reino saudita, incluindo ações contra infraestruturas civis e energéticas.
O Conselho também destacou a necessidade de respeitar o direito internacional, especialmente a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. O órgão defendeu ainda a proteção dos direitos e das liberdades de navegação e pediu o fim das ações que atingem a população e os bens civis.
Os avanços houthis nas últimas semanas ampliaram o controle do Irã e de seus aliados sobre as duas vias navegáveis usadas pelo Golfo para transportar hidrocarbonetos ao exterior. Entre os países dependentes dessas rotas está a Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo.
Washington, Riade e o governo iemenita apoiado pelos dois países acusam o Irã de dar suporte aos houthis. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, rejeitou a acusação na quinta-feira: “Os houthis são responsáveis por seus próprios atos”.


