NOVA YORK — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende criar novas regras para o setor de inteligência artificial, mas admitiu que órgãos de segurança pública poderão limitar o avanço da tecnologia caso isso seja necessário.
A declaração foi feita durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, iniciada nesta terça-feira (22), em Nova York. Trump disse que o Departamento de Justiça acompanhará o desenvolvimento da tecnologia e poderá intervir diante de situações que exijam uma resposta do governo. “Vamos acompanhar isso de perto por meio do Departamento de Justiça”, afirmou.
O presidente também declarou que documentos oficiais dos Estados Unidos passarão a usar o termo “superinteligência” no lugar de “inteligência artificial”.
Pressão por limites
A discussão sobre a regulação da IA ganhou força nas últimas semanas após Dario Amodei, CEO da Anthropic, defender que as empresas reduzam o ritmo de desenvolvimento desses sistemas. Ele argumenta que as companhias precisam reservar tempo para alinhar e proteger seus modelos, além de permitir que avaliadores independentes verifiquem essas medidas.
“Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA. O progresso continuará parecendo rápido, e precisamos fazer bom uso do tempo que ganharmos”, escreveu Amodei em um artigo publicado nas redes sociais.
Nas últimas semanas, Trump já havia rejeitado a ampliação da regulação sobre a inteligência artificial. Na ocasião, classificou como uma “farsa” as alegações semelhantes às apresentadas pelo executivo da Anthropic.


