A notícia e o que está por trás
Mundo

Trump rejeita pressão por regras mais rígidas para inteligência artificial

Presidente diz que os EUA já têm poderes para fiscalizar empresas de IA, enquanto executivos defendem auditorias e desaceleração do setor.

Trump rejeita pressão por regras mais rígidas para inteligência artificial

Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (14) que os Estados Unidos já dispõem de instrumentos criminais e regulatórios para fiscalizar empresas de inteligência artificial e responsabilizá-las judicialmente. A declaração minimizou os alertas feitos por executivos e pesquisadores sobre riscos associados ao desenvolvimento acelerado da tecnologia.

O debate ganhou força depois que Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic, deixou a empresa e afirmou que pessoas que desenvolvem IA acreditam que ela poderia matar todos até o final da década. Na mesma segunda-feira, ações ligadas ao setor caíram em diversos mercados após dirigentes de grandes companhias defenderem uma redução no ritmo de desenvolvimento.

Trump disse que a única proteção necessária seria um presidente forte e inteligente e afirmou que a desconfiança em relação à IA favoreceria a China. Ele também declarou que há uma conspiração contra a tecnologia e os data centers. O presidente norte-americano deve se reunir com Xi Jinping na próxima semana, em Washington.

O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Mike Johnson, afirmou que espera uma reunião de Trump com executivos do setor nesta semana ou no início da próxima. O encontro discutiria as responsabilidades das empresas pela segurança e o eventual papel do governo.

O vice-presidente JD Vance também questionou o pedido de regulamentação feito por dirigentes de empresas de IA. Trump classificou o apelo da indústria por regras como uma farsa.

Propostas de regulamentação

Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, defendeu em um ensaio publicado no sábado que o governo americano exija auditorias independentes para os modelos de IA mais avançados, chamados de modelos de fronteira. Ele propôs uma estrutura em três etapas para moderar o ritmo de desenvolvimento e ampliar o tempo disponível para administrar riscos.

A proposta recebeu o apoio de executivos como Elon Musk, da xAI, e Sam Altman, da OpenAI. O senador Mark Warner, democrata da Virgínia e integrante da liderança em legislação tecnológica, conversou com Amodei e Altman sobre a segurança da IA no fim de semana.

Três senadores dos Estados Unidos também trabalham em um projeto de lei que exigiria das empresas demonstrações de que adotam precauções razoáveis para evitar danos causados por suas ferramentas. Os detalhes da proposta ainda estão em discussão.

Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, afirmou durante a All-In Summit, em Los Angeles, que as empresas poderiam pausar ou controlar voluntariamente o ritmo de desenvolvimento caso percebessem que suas operações estavam fora de controle.

Disputa entre Trump e Anthropic

Trump tem apoiado as empresas de tecnologia em seu segundo mandato e disse que medidas de segurança já haviam sido aplicadas na Anthropic, sem detalhar quais seriam. A empresa, porém, mantém uma disputa com o governo sobre o uso militar da inteligência artificial.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, impediu a Anthropic de participar de determinados contratos militares depois que a companhia se recusou a permitir o uso de seus modelos Claude para vigilância doméstica ou armas autônomas. A empresa entrou com uma ação em um tribunal da Califórnia, e um juiz decidiu a favor da Anthropic em uma das ações em 27 de agosto.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.