Mato Grosso do Sul registrou a maior taxa de abstenção no primeiro turno das eleições, com 23,87%. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 23,32%, e Minas Gerais, com 22,81%. Entre os eleitores brasileiros aptos a votar no exterior, a ausência superou 60%.
Em todo o país, quase 33,5 milhões de eleitores não compareceram às urnas. A taxa nacional ficou em 21,08%, enquanto mais de 125 milhões de brasileiros votaram. O Tribunal Superior Eleitoral ainda não divulgou o perfil dos eleitores ausentes.
Historicamente, a abstenção é maior entre pessoas para quem o voto é facultativo, como eleitores com mais de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. As taxas foram calculadas com base no comparecimento de 4 de outubro.
Ranking por estado
- Mato Grosso do Sul: 23,87%; 2. Rio de Janeiro: 23,32%; 3. Minas Gerais: 22,81%; 4. São Paulo: 22,54%; 5. Mato Grosso: 22,20%; 6. Goiás: 21,83%; 7. Rondônia: 21,71%; 8. Espírito Santo: 21,37%; 9. Rio Grande do Sul: 21,35%; 10. Alagoas: 20,63%; 11. Paraná: 20,57%; 12. Acre: 20,43%; 13. Amazonas: 20,16%; 14. Bahia: 19,97%; 15. Maranhão: 19,73%; 16. Pará: 19,10%; 17. Santa Catarina: 18,95%; 18. Distrito Federal: 18,90%; 19. Rio Grande do Norte: 18,38%; 20. Tocantins: 18,34%; 21. Pernambuco: 18,17%; 22. Amapá: 17,41%; 23. Paraíba: 17,38%; 24. Sergipe: 17,30%; 25. Piauí: 17,15%; 26. Roraima: 17,12%; 27. Ceará: 15,52%.
O cientista político e professor da FGV Cláudio Couto afirmou que é pouco provável uma redução da abstenção no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Para ele, a taxa costuma ser maior nessa etapa por diferentes razões.
Couto relacionou o não comparecimento à desmotivação dos eleitores, à descrença na política, ao funcionamento de instituições, à insatisfação com a qualidade das políticas públicas e ao comportamento das elites políticas. O eleitor que não votou no primeiro turno pode justificar a ausência até 3 de dezembro.


