O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou uma redução de cerca de 86% nas denúncias sobre a integridade das eleições e possíveis tentativas de impedir o voto. O balanço foi divulgado na noite de domingo (4), após o encerramento do 1º turno, e compara o período entre 1º de agosto e a véspera da eleição de 2022 com o deste ano.
O Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) recebeu 2.606 denúncias neste ano, ante 18.487 no mesmo intervalo de 2022. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, associou parte da redução ao trabalho realizado com plataformas digitais, que participaram da criação de canais de denúncia, da aplicação das regras eleitorais e da retirada de conteúdos ilegais.
Nunes Marques afirmou que a diminuição não permite reduzir o monitoramento. “A redução é significativa e merece ser reconhecida, mas ela não significa que devamos baixar a guarda”, disse.
Urnas e divulgação dos resultados
De acordo com o TSE, o 1º turno terminou sem problemas graves capazes de comprometer a votação. Das 499.248 urnas utilizadas no país, 1.861 foram substituídas, sobretudo em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. Nenhuma seção precisou recorrer à votação manual.
No Paraná, chuva forte, ventos e interrupções no fornecimento de energia afetaram alguns locais. As urnas seguiram operando com baterias e geradores, o que permitiu concluir a votação e transmitir os dados normalmente.
A divulgação dos resultados começou com um atraso de cerca de 50 minutos depois do fechamento das urnas. Segundo o presidente do TSE, um volume de dados acima do habitual congestionou um dos sistemas responsáveis pela apresentação dos números. A contagem dos votos não foi afetada, e a divulgação foi normalizada após verificações de segurança.
“Antes da rapidez, prezamos pela segurança. No que é essencial, nosso sistema mostrou-se absolutamente confiável”, afirmou Nunes Marques.
Serviços digitais e observadores
Até as 19h de domingo, o e-Título contabilizou cerca de 8,6 milhões de emissões do documento digital. O serviço também registrou mais de 22 milhões de consultas aos locais de votação e aproximadamente 4,3 milhões de justificativas eleitorais.
Grupos que acompanharam o processo, como o Parlasul, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), relataram normalidade e transparência. Uma missão ligada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) não identificou problemas graves nas urnas eletrônicas, na identificação dos eleitores ou no transporte que pudessem prejudicar a votação.
O TSE também informou não haver registro de fatos indicativos de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Para o 2º turno, marcado para 25 de outubro, a Justiça Eleitoral iniciou os preparativos com a meta de preservar a tranquilidade observada na primeira etapa.



