José Roberto Arruda (PSD) afirmou nesta segunda-feira (14) que está elegível e que continuará na disputa pelo governo do Distrito Federal. A declaração ocorreu após o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) indeferir o registro de sua candidatura com base em condenações relacionadas à Operação Caixa de Pandora.
Arruda recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode permanecer em campanha enquanto não houver uma decisão definitiva sobre o registro. O candidato contestou os efeitos das condenações e afirmou que a legislação estabelece um limite para o período de inelegibilidade. “Estou há 16 anos fora. Grande parte desses processos já acabou e o que resta é usando uma prova que já foi anulada pelo próprio TRE. Então, não subsiste e não há condenação eterna”, disse.
A Operação Caixa de Pandora foi uma investigação da Polícia Federal deflagrada em 27 de novembro de 2009. O caso revelou um esquema de corrupção e pagamento de propinas no Governo do Distrito Federal. Arruda sustenta que parte das acusações ainda usadas contra ele se refere ao recebimento de R$ 20 mil, dois anos antes de assumir o governo, valor que, segundo o candidato, foi registrado na Justiça Eleitoral.
Recurso e disputa eleitoral
O ex-governador também mencionou decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) como argumento para sua defesa. Ele afirmou acreditar que o entendimento será considerado na análise do recurso pelo TSE e acusou adversários de tentar impedir sua candidatura por meio de decisões judiciais.
Arruda disse manter conversas diárias com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, e afirmou que o partido não trabalha com um nome alternativo caso o indeferimento seja mantido. Segundo ele, o recurso já foi apresentado e deveria seguir para o TSE.
Propostas para o BRB
Durante a entrevista, Arruda também apresentou propostas para o Banco de Brasília (BRB), mas condicionou qualquer medida à divulgação do balanço financeiro da instituição. Para o candidato, sem o documento não é possível avaliar o tamanho do problema nem definir a solução.
Entre as medidas citadas estão o fechamento das 19 agências que, segundo ele, funcionam fora de Brasília, o fim de patrocínios a times de futebol e à Fórmula 1 fora do Distrito Federal e a concentração das atividades do banco em Brasília e nas cidades goianas do Entorno do DF.
Arruda também defendeu que o BRB passe a operar recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), em modelo comparado à atuação do Banco do Nordeste na aplicação de recursos destinados à região. Ele afirmou que a combinação das propostas poderia contribuir para a recuperação do banco, mas reiterou que qualquer decisão depende do conhecimento dos dados financeiros.


