BRASÍLIA — O candidato ao Governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) apresentou propostas para saúde, transporte, administração pública e assistência social durante sabatina realizada nesta segunda-feira (14). O ex-governador também defendeu a legalidade de sua candidatura e criticou a atual gestão do DF.
Saúde e estrutura administrativa
Na área da saúde, Arruda afirmou que pretende construir novos hospitais e citou o Hospital de Santa Maria como uma das realizações de sua gestão. A unidade, segundo ele, tem 400 leitos. O candidato também prometeu dar posse a servidores aprovados em concursos públicos das áreas de saúde e educação.
A proposta seria acompanhada pela redução de cargos comissionados e pela reorganização da estrutura do governo. Arruda disse que pretende diminuir de 37 para 18 o número de secretarias e transferir órgãos instalados em imóveis alugados no centro de Brasília para o Centrad, complexo projetado durante sua administração.
O candidato afirmou que os prédios alugados custam R$ 1 bilhão por ano e que a mudança permitiria reduzir despesas. Também disse que a contratação de concursados ocorreria junto com a diminuição dos 27 mil cargos comissionados.
O Centrad foi construído a partir de 2009, durante o governo de Arruda, para centralizar a gestão pública. Rebatizado pelo atual governo de CAD, o complexo passou mais de uma década fechado e sem uso por causa de disputas judiciais, investigações de corrupção e impasses relacionados a pagamentos a empreiteiras.
Metrô e modelo de ônibus
Para a mobilidade urbana, Arruda propôs ampliar o metrô até Gama e Santa Maria e retomar a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) até o aeroporto. Ele também defendeu a expansão do metrô de Ceilândia até Águas Lindas de Goiás, no entorno do DF.
O candidato citou obras realizadas durante sua passagem pelo governo, entre elas a EPTG e a expansão do metrô de Taguatinga até Ceilândia, com oito novas estações. Também mencionou propostas para o BRT e para o sistema de ônibus.
Arruda criticou os subsídios pagos pelo governo às concessionárias e afirmou que pretende rever a forma de remuneração das empresas. No modelo defendido por ele, as companhias deixariam de receber por quilômetro rodado e passariam a ser remuneradas conforme o número de passageiros transportados. O candidato também prometeu abrir a chamada caixa-preta do sistema e realizar uma nova licitação.
População em situação de rua e CEB
Ao abordar a situação da população em situação de rua, Arruda defendeu a retomada de equipes que percorriam a cidade, o encaminhamento para abrigos e a oferta de passagens para pessoas interessadas em retornar aos estados de origem. Ele também apoiou a internação compulsória de dependentes de drogas, que, segundo sua proposta, seria realizada de forma humanizada.
O candidato criticou ainda a transferência de centros de apoio para áreas próximas ao centro de Brasília, associando a mudança à insegurança relatada por moradores.
Nas considerações finais, Arruda afirmou que pretende questionar judicialmente a privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB).


