BRASÍLIA — Movimentos populares do Distrito Federal realizam ações semanais de mobilização política em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 e a candidaturas de esquerda no estado. As atividades integram as Brigadas de Agitação e Propaganda, iniciativa nacional voltada à formação política, à conscientização da população e à atuação nos territórios.
Os encontros em Brasília ocorrem às sextas-feiras, a partir das 16h, na Rodoviária do Plano Piloto. Cada atividade aborda um tema. Nesta semana, a pauta é “O Brasil é dos Brasileiros”, com críticas aos ataques à soberania nacional atribuídos aos Estados Unidos.
No Distrito Federal, a brigada declarou apoio a Leandro Grass (PT) para o governo, a Érika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT) para o Senado, além da campanha pela permanência de Lula na Presidência.
Até as eleições, estão previstas panfletagens, visitas domiciliares, intervenções culturais e artísticas, rodas de conversa e divulgação nas redes sociais. Os temas incluem soberania popular, proteção às mulheres, crise climática, moradia e direitos sociais e do Estado.
Organização e alcance
As brigadas são articuladas nacionalmente pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Central de Movimentos Populares (CMP), União Nacional por Moradia Popular (UNMP) e Federação Única dos Petroleiros (FUP), além de coletivos locais. O projeto reúne 342 brigadas, com público estimado em 6.277 pessoas.
Para Eduardo Theodoro, do MPA, a iniciativa amplia o diálogo com a população, ocupa territórios, contribui para a formação da militância e fortalece a unidade entre organizações populares do Distrito Federal.
Elisa Mergulhão, coordenadora nacional do MAB, afirmou que a eleição presidencial representa uma disputa entre projetos de país. Ela associou a reeleição de Lula à soberania, à democracia e aos direitos sociais, e a candidatura de Flávio Bolsonaro à submissão a interesses externos, à retirada de direitos trabalhistas e à destruição ambiental. A dirigente também disse que os movimentos tratam a reeleição como prioridade para a América Latina e o Sul Global.



