Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (18) que Lula e Flávio Bolsonaro não teriam autoridade moral para estabelecer regras para o Supremo Tribunal Federal (STF). Para o ex-governador de Goiás, os dois líderes das pesquisas estão associados a casos sob investigação e, por isso, não teriam condições de conduzir uma solução para a crise interna da Corte.
Em sabatina ao jornal Gazeta do Povo, Caiado relacionou Flávio Bolsonaro ao caso do banco Master e Lula ao escândalo do INSS envolvendo Lulinha. O candidato comparou a situação à expressão “É o sujo falando do mal lavado”, usada por ele ao criticar os adversários e os ministros do Supremo.
Críticas ao Supremo e defesa de sigilos abertos
Caiado defendeu a abertura total do sigilo dos casos do Master e do INSS. Segundo ele, os eleitores deveriam saber quem está envolvido antes da votação, e não apenas depois do resultado. O candidato afirmou que, se a apuração fosse conhecida somente após a eleição, não haveria como recuperar o voto dado a um eventual corrupto.
A avaliação do presidenciável sobre o Supremo foi apresentada no contexto do pedido de vista do ministro Flávio Dino em um julgamento que definiria se Alexandre de Moraes seria investigado por supostas mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Depois disso, Fachin adiou processo semelhante contra André Mendonça, relator do inquérito.
Caiado classificou a crise como algo jamais visto e disse que não haveria, dentro da Corte, ambiente nem para a convivência mínima entre os ministros. Na avaliação dele, os magistrados se considerariam donos da verdade, enquanto o Supremo tomaria posições políticas e deixaria a população sem defesa.
Campanha e Bolsa Família
O candidato do PSD afirmou que permanece otimista com seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Atualmente empatado em 4º lugar com outros candidatos, disse que pretende seguir até o último minuto para tentar salvar o país. Ele aposta na divulgação de sua gestão como governador de Goiás, no rompimento da polarização e na rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro.
Caiado também criticou o reajuste anunciado pelo governo Lula para o Bolsa Família. O piso do benefício passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. Para o candidato, o aumento, anunciado a pouco mais de duas semanas do primeiro turno, seria uma medida populista e representaria uma tentativa de influenciar o voto por mais 90 reais.


