A defesa de Daniel Vorcaro pediu ao Supremo Tribunal Federal a revogação da prisão preventiva do banqueiro ou sua substituição por medidas cautelares. O pedido foi apresentado nesta sexta-feira, 18, ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
O principal argumento apresentado pelos advogados é que a prisão não passou pela revisão prevista para cada 90 dias. Eles também afirmam que ainda não houve denúncia contra Vorcaro, embora ele esteja preso preventivamente há seis meses e submetido a medidas cautelares há quase um ano.
“O peticionário (Daniel Vorcaro) não pode permanecer preso indefinidamente, à espera de definições que não dependem dele”, escreveu a defesa.
Questionamentos sobre o andamento do caso
A petição sustenta que a investigação foi dividida em múltiplos expedientes, com estágios diferentes e sem previsão de encerramento. Para os advogados, essa fragmentação contribui para manter indefinida a situação do banqueiro enquanto o STF analisa questões relacionadas ao caso.
Entre os pontos citados está o pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino na sessão de terça-feira, 15. A medida envolve um dos desdobramentos do caso: a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes por conversas com Vorcaro. A defesa afirma que a devolução da vista pode ocorrer em até 90 dias e que os procedimentos não devem avançar antes de 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições.
Os advogados também dizem que o suposto poder econômico e a influência de Vorcaro já estariam neutralizados por bloqueios de contas e valores, sequestros de bens móveis e imóveis, indisponibilidade administrativa de bens lançada pelo Banco Central e medidas contra a alienação de patrimônio. O documento menciona ainda a exposição pública do caso.
A petição foi enviada a Fachin porque, no último dia 12, foi definido que os documentos do caso Master seriam encaminhados à presidência do STF, e não ao ministro André Mendonça, relator.
Vorcaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Esse é o segundo período de prisão do banqueiro: ele foi detido pela primeira vez em 18 de novembro de 2025 e voltou a ser preso em 4 de março de 2026, por ordem de Mendonça. A nova prisão ocorreu após a Polícia Federal entregar ao STF provas de que ele mantinha um braço armado para ameaçar adversários e invadir sistemas de informática de órgãos de investigação.



