A defesa de Henrique Vorcaro pediu nesta segunda-feira (28) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que advogados acompanhem presencialmente o depoimento do investigado, marcado para quarta-feira (30) por videoconferência. Caso isso não seja permitido, os defensores querem que a oitiva seja remarcada.
Henrique Vorcaro é pai de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e está preso preventivamente no Complexo Penitenciário Nelson Hungria. Ele foi intimado pela Polícia Federal a depor no inquérito que apura a atuação de uma suposta organização criminosa chamada A Turma.
Pedido da defesa
A petição informa que a direção do presídio recusou a presença física dos advogados na mesma sala do depoimento. A justificativa apresentada foi que os espaços destinados às videoconferências não foram preparados para receber defensores. A direção também teria alegado que o mandado de intimação não determinava o acompanhamento presencial.
Os advogados contestam os argumentos. Para a defesa, uma limitação estrutural da sala não pode impedir o exercício do direito de defesa. O pedido também sustenta que a legislação já assegura a participação do defensor, sem exigir que essa garantia seja repetida no mandado.
De acordo com as investigações da PF, A Turma reuniria Henrique Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, um policial federal aposentado e um homem identificado pelo codinome Sicário. O grupo teria buscado obter informações sigilosas e intimidar críticos do conglomerado financeiro.
As oitivas de quarta-feira têm como foco essa investigação. Daniel Vorcaro também deverá ser ouvido por videoconferência no mesmo dia, às 14 horas. A PF afirma que conversas examinadas no inquérito tratavam de ações contra pessoas consideradas opositoras, incluindo jornalistas, ex-funcionários e outros indivíduos vistos como adversários de Vorcaro.


