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Política

Caiado cobra investigação sobre Master e defende afastamento de Moraes

Presidenciável do PSD também apoia apurações sobre Kassab, rejeita câmeras corporais obrigatórias e critica a escala 6x1.

Caiado critica novas revelações do caso Master
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que Alexandre de Moraes não reúne mais condições para permanecer no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu após a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ministro da Corte.

Na terça-feira (1), o ministro André Mendonça tornou público o documento. Nas redes sociais, Caiado disse que a permanência de Moraes no STF seria incompatível com as revelações e criticou o que chamou de deterioração envolvendo a Corte e outros poderes da República.

O candidato também havia elogiado Mendonça pela condução dos casos relacionados ao Master e ao INSS. Depois, foi divulgado que o ministro do STF havia se encontrado em segredo com Vorcaro, em março de 2025. Caiado, ainda assim, pediu que Mendonça mantivesse a apuração.

Durante visita ao Mercado Municipal de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, na quarta-feira (2), Caiado afirmou que Flávio Bolsonaro não deveria tratar o episódio como encerrado. Mais tarde, em entrevista à CNN, voltou a defender o afastamento de Moraes e disse que o Supremo deveria reagir aos casos de corrupção.

O presidenciável também apoiou a exigência de idade mínima de 60 anos para a nomeação de ministros do STF. Na avaliação apresentada por ele, os indicados deveriam ter trajetória e experiência na área jurídica e constitucional.

Segurança, jornada e propostas de governo

Caiado se posicionou contra a obrigatoriedade de câmeras corporais em operações policiais. Para ele, agentes precisam de liberdade de atuação em confrontos, que comparou a um campo de guerra. Em sabatina, ao ser questionado sobre o caso do coronel Edson Raiado, disse que eventuais erros devem ser investigados por uma corregedoria independente e que, se houver responsabilidade, o policial deve ser punido, sem que isso seja usado para generalizar a conduta de toda a corporação.

O candidato também rejeitou o fim da escala 6x1, embora tenha se declarado favorável à escala 5x2 se a mudança considerar as diferenças entre os setores da economia. Ele citou os possíveis efeitos sobre pequenas e microempresas.

Na quinta-feira (3), Caiado voltou a dizer que Moraes não tem as condições mínimas para exercer o cargo. Na sexta-feira (4), defendeu a investigação de uma suposta negociação de propina atribuída a Daniel Vorcaro e que envolveria Gilberto Kassab, presidente do PSD e candidato a vice em sua chapa. Também mencionou Tarcísio de Freitas, que, assim como Kassab, negou as acusações.

Caiado defendeu a divulgação integral das informações mantidas pela Polícia Federal e pelo STF para que os eleitores conheçam os fatos. Em uma das declarações, afirmou: “Lógico, 100%. Aqui não tem uma situação que seja para um ou para outro.”

Na área de saúde, anunciou o chamado Agiliza SUS, com contratação de serviços de Santas Casas e hospitais particulares para reduzir filas de cirurgias eletivas. Também declarou que pretende apoiar pequenos produtores rurais, direcionar crédito conforme a produção e as necessidades regionais e comprar alimentos para instituições como escolas e asilos por meio do PAA.

Caiado anunciou ainda Ratinho Júnior, governador do Paraná, como futuro ministro da Infraestrutura. A proposta inclui integrar rodovias, ferrovias e hidrovias.

Previdência e desempenho eleitoral

Roberto Brant, coordenador do programa de governo e porta-voz econômico de Caiado, afirmou que a equipe pretende suspender temporariamente, por dois ou três anos, aposentadorias, pensões, benefícios previdenciários e transferências de renda para promover um ajuste fiscal. A medida, segundo ele, alcançaria despesas que representam 60% da receita corrente líquida da União. Brant disse que o salário mínimo continuaria subindo acima da inflação.

A posição diverge da declaração de Caiado de que não pretende alterar os valores da aposentadoria e da Previdência Social. Brant também afirmou que ainda não há definição sobre uma nova reforma previdenciária e que programas de crédito subsidiado seriam reduzidos para determinadas categorias.

As pesquisas citadas registraram Caiado com 1% das intenções de voto no primeiro turno no levantamento da Quaest, divulgado na quarta-feira (2), e com 2% no PoderData, publicado na quinta-feira (3). Nas simulações de segundo turno contra o presidente Lula, o candidato do PSD foi derrotado nos dois cenários.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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