O e-Título poderá ser baixado e ativado durante os dias de votação das Eleições 2026, inclusive no primeiro turno, em 4 de outubro, e em um eventual segundo turno, no dia 25. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda, porém, que o eleitor faça o cadastro e o primeiro acesso antes da eleição, para verificar as informações e reduzir o risco de dificuldades de acesso.
Quando o aplicativo substitui o documento
O aplicativo da Justiça Eleitoral pode ser usado como documento oficial com foto somente quando a fotografia do eleitor aparece na tela. Isso depende de cadastro biométrico validado pela Justiça Eleitoral. Se não houver imagem no e-Título, será preciso apresentar outro documento oficial com fotografia, como RG, CNH ou passaporte.
O eleitor pode mostrar o aplicativo aos mesários, mas o celular não entra na cabine de votação. Antes de chegar à urna eletrônica, o aparelho deve ser desligado e deixado no espaço indicado pela mesa receptora, onde permanecerá guardado durante o procedimento.
Justificativa pelo celular
A ausência pode ser justificada diretamente pelo e-Título quando o eleitor estiver fora do município onde vota. O usuário deve abrir a opção de justificativa eleitoral e autorizar o uso da localização do aparelho. A ferramenta recorre à geolocalização para verificar se a pessoa está fora de seu domicílio eleitoral. Quando a justificativa é feita no dia da votação, não é necessário anexar documento sobre o motivo da ausência.
Também existe a possibilidade de justificar depois da eleição. Nesse caso, é preciso apresentar um documento que comprove a razão da falta. Para quem não comparecer ao primeiro turno das Eleições 2026, o prazo termina em 3 de dezembro. No caso de ausência no segundo turno, a data-limite é 8 de janeiro de 2027. Cada turno exige uma justificativa própria.
Serviços e cadastro
Além da identificação, o e-Título permite consultar o local de votação, acessar dados de zona e seção eleitoral, emitir certidões e verificar ou pagar débitos eleitorais. O aplicativo é gratuito e está disponível para Android e iOS, com download pela Google Play Store ou pela App Store.
No primeiro acesso, o eleitor informa nome completo, data de nascimento, CPF ou número do título e filiação. Também precisa responder a perguntas de segurança e criar uma senha. Os dados preenchidos devem coincidir com as informações registradas no cadastro da Justiça Eleitoral.
Foto exibida no aplicativo
A imagem do e-Título não pode ser escolhida, tirada ou trocada pelo próprio aplicativo. Ela corresponde à fotografia oficial associada ao cadastro biométrico da Justiça Eleitoral. Para modificá-la, é necessário realizar novo atendimento presencial no cartório eleitoral.
Quem já tem biometria cadastrada, mas não visualiza a foto, pode refazer a validação facial. Para isso, deve tocar no espaço da fotografia na tela inicial ou entrar em “Mais Opções” e escolher “Realizar Conferência Biométrica”. Esse procedimento confirma a identidade, mas não substitui a fotografia oficial.



