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Política

Fachin articula trégua para manter crise do STF fora das sessões

Presidente conversou separadamente com ministros antes dos trabalhos desta semana, que transcorreram sem novos embates públicos no plenário.

Fachin articula trégua para manter crise do STF fora das sessões
Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, conversou individualmente com os ministros nos dias que antecederam as sessões de quarta (23) e quinta-feira (24). O objetivo foi evitar que as divergências internas fossem levadas ao plenário e pedir que os integrantes da Corte mantivessem o decoro durante os julgamentos.

A orientação foi seguida. Nas duas sessões, os ministros não fizeram referências à crise que colocou Alexandre de Moraes e André Mendonça em lados opostos. Também não repetiram, durante os julgamentos, o ambiente de confronto registrado na sessão de 15 de setembro.

Naquela ocasião, o STF analisava casos relacionados a Moraes, Mendonça e ao Banco Master. O julgamento foi marcado por embates entre ministros e acabou interrompido depois que Flávio Dino pediu vista. O mérito das ações ainda não foi analisado.

A atuação de Fachin reduziu a exposição pública do conflito, mas não encerrou as divergências nos bastidores. O presidente do tribunal ainda não convocou uma reunião formal com todos os ministros. As conversas individuais, porém, se intensificaram nos últimos dias, com pedidos de calma e serenidade e a indicação de que o funcionamento institucional do STF deveria ser preservado.

Com a crise temporariamente afastada do plenário, a Corte retomou a pauta ordinária. Nesta semana, os ministros concluíram o julgamento que unificou critérios e prazos da licença-maternidade para mães biológicas e adotantes. Também analisaram ações sobre benefícios fiscais, ICMS e custas judiciais.

A tensão havia aumentado no início de setembro, depois que Mendonça determinou o levantamento do sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Decisões, ofícios e despachos posteriores expuseram as discordâncias entre os ministros.

Fachin também retirou da pauta de 23 de setembro o julgamento sobre a atuação de Mendonça na condução do caso Master. A análise foi substituída por processos de pauta ordinária, evitando que o conflito voltasse a ocupar o centro da sessão.

Nos bastidores, a avaliação é que o STF deve atravessar o período eleitoral sem transformar as sessões públicas em novos episódios da disputa. A apreciação dos casos pode ficar para o ano que vem e tende a ser influenciada pelo resultado das eleições. Por enquanto, o entendimento informal manteve a crise fora do plenário, embora ela continue nos procedimentos e nos gabinetes.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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