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Política

Partido Missão tem candidaturas mais jovens, enquanto PT concentra maiores idades no RS

A média etária das candidaturas no Rio Grande do Sul subiu entre 2022 e 2026, enquanto a presença de jovens diminuiu.

Partido Missão tem candidaturas mais jovens, enquanto PT concentra maiores idades no RS

O Missão tem a menor média de idade entre os partidos analisados nas eleições de 2026 no estado: 35 anos. A legenda registrou 22 candidatos, dos quais oito têm até 29 anos e dois estão entre 30 e 34 anos. Assim, 45,5% de suas candidaturas são de pessoas com até 34 anos.

A Unidade Popular (UP) aparece em seguida, com média de 38,8 anos. Entre os 13 candidatos do partido, seis têm até 34 anos. Quando o recorte é limitado aos candidatos de até 29 anos, o Missão também lidera em números absolutos, seguido por Pode, com seis, PSB e Novo, com quatro cada, e UP, PT, PSDB e PL, com três cada.

Na faixa de até 34 anos, Novo e Pode têm 14 candidatos cada. O Missão aparece depois, com dez.

Envelhecimento do conjunto de candidaturas

A idade média dos candidatos no Rio Grande do Sul passou de 48,7 anos em 2022 para 49,2 anos em 2026. No mesmo período, a participação de pessoas com até 29 anos caiu de 5,2% para 4,1%.

Em 2026, 43 dos 1.053 candidatos estão nessa faixa etária. Quatro anos antes, eram 75 entre 1.437 candidaturas. Considerando o limite de até 34 anos, a proporção recuou de 12,2% para 10,1%.

A maior concentração está entre candidatos de 35 a 54 anos, que correspondem a 57,3% do total. Pessoas com 55 anos ou mais representam 32,7%. Juntas, essas faixas reúnem cerca de nove em cada dez candidaturas. O levantamento adota até 29 anos como referência para juventude, conforme o Estatuto da Juventude (Lei nº 12.852/2013), e também considera a faixa ampliada até 34 anos.

PT tem maioria acima de 55 anos

O PT registrou 66 candidatos. Três têm até 29 anos — Brunno Mattos, Eduardo Manique e Léo da Costa, todos com 28 anos — e quatro estão entre 30 e 34 anos: Naiton Gama, Ericka Oliveira, Marina Bernardes e Laura Sito. Ao todo, sete candidatos petistas têm até 34 anos, o equivalente a 10,6% da legenda.

Na faixa mais velha, 23 candidatos têm 60 anos ou mais, enquanto outros 11 estão entre 55 e 59 anos. Dessa forma, 34 dos 66 candidatos têm 55 anos ou mais, proporção de 51,5%. A média do partido é de 52,1 anos, e a mediana, de 55 anos.

Entre as legendas com mais candidaturas, o PSTU tem média de 55,3 anos; o DC, de 54,3; e o Agir, de 53,9. O PCO apresenta a maior média geral, de 59,6 anos, mas tem apenas cinco candidatos, o que torna o resultado mais sensível à composição da lista.

Critérios da análise

Foram consideradas as candidaturas registradas no Rio Grande do Sul em 2022 e 2026, com avaliação de idade, partido e total de nomes para calcular médias, medianas e a participação das faixas etárias. O recorte inclui candidatos a deputado estadual e federal. Os cargos majoritários têm idades mínimas de 30 anos para governador e 35 anos para senador e presidente, o que pode elevar a média etária dos partidos.

A base de 2026 corresponde aos registros consultados durante a apuração e pode mudar com atualizações eleitorais.

Diferenças entre partidos e comunicação política

A comparação partidária mostra médias abaixo de 40 anos no Missão e na UP, enquanto PT, PDT, PSD e PSTU têm médias superiores a 50 anos. O Missão foi fundado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).

Para Thiago Palominio, de 26 anos, estudante de Direito e criador de conteúdos sobre filosofia e política, a composição etária ajuda a evidenciar a dificuldade da esquerda brasileira de dialogar com eleitores jovens. Ele reúne mais de 230 mil seguidores no TikTok e no Instagram.

A desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre pessoas de 16 a 24 anos chegou a 61%, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada em 21 de setembro de 2026. Nessa faixa, 32% aprovavam a gestão. O levantamento também menciona políticas voltadas à juventude, como o Prouni, a ampliação do acesso ao ensino superior e o Pé-de-Meia.

Palominio afirma que políticas públicas, sozinhas, não garantem conexão política e que a disputa ocorre nas redes sociais com conteúdos rápidos, diretos e dinâmicos. Ele citou o desempenho de Renan Santos, do Partido Missão, entre eleitores de 16 a 24 anos: 36,1% das intenções de voto, contra 28,2% de Lula e 24,5% de Flávio Bolsonaro (PL), em pesquisa AtlasIntel divulgada em maio. O recorte não representa o eleitorado inteiro.

O influenciador também relaciona a baixa presença de jovens no PT à dificuldade de identificação desse público com a legenda. Na comparação com o MBL, destacou a Academia MBL, criada em 2021, que oferece aulas, debates, mentorias, textos, apostilas e exercícios práticos, além de ações do movimento.

Palominio avaliou que a estratégia combina formação política e produção digital, com uso de referências da cultura pop, memes e técnicas de retenção, edição e formatos de vídeo. Também afirmou que o discurso antissistema pode atrair jovens frustrados com a política tradicional, embora, em sua avaliação, algumas propostas associadas a esse campo reduzam proteções sociais e direitos trabalhistas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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