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Política

Kiko Caputo diz que liquidação do BRB atrasaria economia do DF por uma década

Candidato do Novo afirma que eventual liquidação do banco comprometeria a atividade econômica e critica a gestão do Distrito Federal.

Kiko Caputo diz que liquidação do BRB atrasaria economia do DF por uma década

Kiko Caputo, candidato do Novo ao Governo do Distrito Federal, afirmou que uma eventual liquidação do Banco de Brasília (BRB) poderia atrasar por pelo menos dez anos a recuperação da atividade econômica da capital federal. A declaração foi feita nesta quinta-feira (17), durante uma sabatina.

O candidato relacionou a situação do banco às suspeitas de fraudes envolvendo o Master e criticou as administrações de Ibaneis Rocha, que comandou o Distrito Federal de 2019 a março de 2026, e da atual governadora, Celina Leão, candidata à reeleição. Para Caputo, o episódio representa o ponto mais grave da gestão anterior e configura um crime contra a população do Distrito Federal.

“Se efetivamente acontecer o que todo mundo já imagina, o banco ser liquidado, teremos atraso de mais de dez anos”, afirmou.

Suspeitas sobre negócios com o Master

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, Caputo também disse que a quebra de sigilo da investigação tornou evidente, na avaliação dele, que Celina Leão tinha conhecimento das operações realizadas pelo BRB com o banco ligado ao ex-executivo Daniel Vorcaro.

Mensagens de abril de 2025 mostram que Vorcaro afirmou ao publicitário Thiago Miranda que Celina não havia sido excluída das tratativas. Segundo o conteúdo das conversas, declarações públicas da então vice-governadora fariam parte de uma estratégia política. As mensagens, porém, não registram contato direto entre Vorcaro e a governadora nem detalham qual teria sido a participação dela na negociação.

Celina rejeitou essa interpretação em uma sabatina realizada na terça (16). A governadora afirmou que as mensagens reforçam sua versão de que era contrária à tentativa de compra do Master pelo BRB.

A operação foi barrada pelo Banco Central no início de setembro de 2025. Dois meses depois, a autoridade determinou a liquidação extrajudicial do Master, e a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da operação Compliance Zero, que deu início às investigações.

Caputo também citou a estimativa de que o BRB transferiu R$ 17 bilhões ao Master na compra de carteiras de crédito. Para ele, esse valor dificulta a situação do banco no acordo firmado com a União e homologado pelo Supremo Tribunal Federal para fortalecer financeiramente a instituição.

O Governo do Distrito Federal pediu ao Supremo que analise, em caráter de urgência, a obrigação de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantir um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. O financiamento seria contratado pela União com o Fundo Garantidor de Créditos. O pedido está no centro da disputa pública entre Celina e Lula sobre o socorro ao BRB.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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