Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no índice de rejeição à Presidência. Os dois aparecem com 47% dos eleitores dizendo que não votariam neles de jeito nenhum.
No levantamento anterior, apresentado em 11 de setembro, Lula e Flávio Bolsonaro registravam 46%. A nova pesquisa foi realizada com 2.002 eleitores de 15 a 17 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.
Rejeição dos candidatos
Renan Santos (Missão) aparece com 15% de rejeição, ante 17% no levantamento anterior. Romeu Zema (Novo) tem 14%, contra 16%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) registra 13%, diante de 14%.
Rui Costa Pimenta (PCO) manteve 11%. Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) têm 10% cada um, ante 9% anteriormente. Augusto Cury (Avante) aparece com 9%, contra 10% no levantamento anterior.
Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) registram 7% cada um, sem alteração. Wilson Grassi (Democrata) tem 6%, ante 7%. A parcela que votaria em qualquer candidato ou não rejeita nenhum permaneceu em 2%.
A divulgação ocorreu depois da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada nesta terça-feira (15), que analisou se Alexandre de Moraes deveria ser investigado por mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master. O julgamento foi suspenso após Flávio Dino pedir vista. As regras do STF estabelecem prazo de 90 dias para a devolução dos autos.
Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin defendiam que o pedido de investigação de Moraes fosse analisado junto com o procedimento envolvendo André Mendonça. O julgamento de Mendonça, previsto para 23 de setembro, foi adiado por Edson Fachin, presidente do STF.
Após a sessão, Lula afirmou que pessoas que tenham cometido erros devem ser julgadas e procurou se desvincular dos ministros. Flávio Bolsonaro associou a crise no STF ao governo atual e relacionou Moraes ao presidente.


