O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (8) que a exploração de petróleo na Margem Equatorial poderá financiar a transição energética do Brasil para uma matriz sem combustíveis fósseis. A declaração ocorreu no Dia da Amazônia, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto dedicada a ações de conservação ambiental.
No evento, Lula assinou decretos que ampliam unidades de conservação no Piauí e criam uma nova área de preservação no Amazonas. Ao tratar do compromisso do governo com a proteção ambiental, ele também comentou o anúncio recente da Petrobras sobre indícios de petróleo na Foz do Amazonas, em uma área marítima próxima ao Amapá.
O presidente visitou o local acompanhado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Segundo Lula, a tecnologia utilizada pela estatal na perfuração oferece segurança contra acidentes ambientais. Ele comparou a capacidade técnica da empresa ao vazamento ocorrido no Golfo do México, em 2010, na plataforma operada pela British Petroleum, que despejou cerca de 750 milhões de litros de petróleo em mar aberto.
“Eu falei para a Magda: ‘Se você mostrar isso para todo mundo, as pessoas vão adquirir confiança de que a Petrobras não é apenas a empresa que tem mais tecnologia de prospecção em águas profundas”, afirmou Lula. Na avaliação do presidente, os recursos obtidos com o petróleo devem ser usados para viabilizar a substituição dos combustíveis fósseis.
A autorização para prospectar petróleo na região se tornou um dos principais conflitos internos do governo desde 2023. O debate opôs ambientalistas ao Ministério de Minas e Energia, e a autorização acabou prevalecendo.
A Bacia de Foz do Amazonas tem características geológicas semelhantes às de blocos situados na Guiana, onde a ExxonMobil desenvolve campos com bilhões de barris de petróleo. A região integra a Margem Equatorial brasileira, considerada pela Petrobras sua fronteira de exploração mais promissora.


