O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, será recebido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, nesta terça-feira (6). O encontro está marcado para as 13h e deverá tratar da atuação da Justiça, tema que Marinho considera uma intervenção indevida.
O parlamentar afirmou que apresentará ao presidente do STF as preocupações da campanha. Ele havia pedido uma reunião com a presidência da Corte pelo menos duas vezes nas últimas semanas. Além da discussão sobre o Judiciário, Marinho pretende comunicar que, se Flávio for eleito, não haverá uma “caça às bruxas generalizada” contra integrantes do Judiciário.
Flávio Bolsonaro disputará o segundo turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro. Na primeira etapa da eleição, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%.
Impeachment de ministros
A defesa do impeachment de ministros do STF, principalmente de Alexandre de Moraes, é uma das principais bandeiras da campanha de Flávio. O processo é conduzido pelo Senado Federal e exige o apoio de dois terços dos senadores tanto para ser aberto quanto para resultar na condenação e na perda do cargo. Esse quórum corresponde a 54 dos 81 integrantes da Casa.
Após as eleições para o Senado, a direita conquistou a maioria das 81 cadeiras. Cálculos citados no levantamento indicam que 45 senadores alinhados ao bolsonarismo foram eleitos em todo o país. Assim, o grupo ficou a nove votos do número necessário para aprovar o impeachment de um ministro do STF.


