O candidato Renan, do Missão, atribuiu o cancelamento do debate entre presidenciáveis à desistência do senador Flávio Bolsonaro. Segundo ele, Flávio deixou de participar três minutos depois de sua inclusão no encontro, determinada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
"O medo que esse cara tem de mim fez o cancelamento dele", afirmou Renan. O candidato disse ainda que o senador teria tentado impedi-lo de participar e criticou a ausência de outros concorrentes no debate.
O encontro estava previsto para a noite e seria o último antes do primeiro turno, mas foi cancelado horas antes da transmissão. Em comunicado, a Globo afirmou que a decisão ocorreu após sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes do evento. Para a emissora, as determinações criaram insegurança jurídica e interferiram na liberdade de organização do debate.
Participação de Renan
A presença de Renan não estava prevista inicialmente. O partido Solidariedade recorreu à Justiça para garantir a participação, e o STF assegurou a vaga no dia do debate. Antes do cancelamento, Luiz Inácio Lula da Silva já havia informado que não participaria.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a emissora de exibir um púlpito vazio para representar Lula. Em seguida, o STF determinou a inclusão de Renan, e Flávio anunciou que não iria ao encontro.
Renan também afirmou que integrantes de sua equipe foram aos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, mas não conseguiram entrar. Ele disse que outros candidatos haviam se preparado para o debate e voltou a criticar Lula e Flávio Bolsonaro por, em sua avaliação, evitarem apresentar propostas aos eleitores.
"Os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro fugiram mais uma vez", declarou. O candidato do Missão também fez críticas à condição de saúde mencionada por Lula, sem detalhar outras propostas ou informações sobre a disputa.


