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Política

Advogado vê exposição inédita da ingerência dos EUA na política brasileira

Olavo Hamilton afirma que a mudança sob Trump está na divulgação aberta dos interesses americanos, e não na interferência em si.

A possível destinação de US$ 1 milhão a campanhas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) é apontada pelo advogado Olavo Hamilton como parte de uma sequência de iniciativas do governo de Donald Trump sobre a política brasileira. Para o professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), a principal novidade está no fato de os Estados Unidos tornarem públicas suas intenções.

Hamilton afirma que a influência americana no Brasil não começou no atual governo. Ele lembra que os Estados Unidos deram apoio, inclusive financeiro, à instalação da ditadura militar brasileira. Na avaliação do advogado, esse tipo de atuação se relaciona à forma como o país trata a América Latina como área de influência.

“Imaginar que eles não teriam influência na nossa política, no Supremo Tribunal Federal, nos rumos do país é algo até ingênuo”, disse Hamilton. Para ele, Trump adotou uma política de explicitar ações e interesses que antes seriam mantidos em sigilo. O advogado citou como exemplo o episódio da Venezuela, em que Trump teria declarado que o objetivo do sequestro de Maduro era obter petróleo.

Pressão sobre o Supremo

A nova tentativa de interferência externa no STF ocorre depois de vazamentos seletivos relacionados à investigação do Banco Master. Esses vazamentos envolveram os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, que preside a Justiça Eleitoral.

Hamilton avalia que decisões recentes contribuíram para a instabilidade na Corte e para a insegurança jurídica. Entre os casos mencionados está a proibição de uma publicação sobre Nossa Senhora Aparecida, considerada pela campanha de Flávio Bolsonaro como uma referência a “uma família miliciana”.

O advogado questiona a relação entre a decisão judicial e a candidatura de Flávio Bolsonaro. Também afirma que Nunes Marques, apontado pela Polícia Federal como diretamente envolvido com o banqueiro Daniel Vorcaro, não deveria julgar processos relacionados ao caso, assim como outros ministros sob suspeita.

Hamilton pondera, porém, que as suspeitas se baseiam em vazamentos cujo contexto e integridade das provas não são conhecidos. Para ele, a crise institucional do STF, marcada por divisões internas, ainda deve persistir. O advogado prevê que ela poderá se aprofundar caso Lula vença a eleição; se Flávio Bolsonaro vencer, avalia que seus aliados tentarão encerrar a divisão por meio do impeachment de ministros do Supremo.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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