O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, atribuiu o cancelamento do debate presidencial da TV Globo a uma suposta tentativa de favorecer Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro estava previsto para esta quinta-feira (1º), mas não será realizado após decisões judiciais que modificaram sua composição e as regras do evento.
A TV Globo e a GloboNews anunciaram o cancelamento depois de determinações da Justiça Eleitoral. Zema criticou as intervenções judiciais e afirmou que o episódio prejudica a democracia brasileira. Em sua avaliação, o caso representa uma “vergonha nacional”.
“Quem está perdendo é o Brasil, é a nossa democracia”, declarou o candidato. Na mesma manifestação, ele criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e mencionou reportagens internacionais que, segundo ele, levantaram suspeitas de corrupção na Corte.
A acusação de favorecimento a Lula foi associada por Zema ao ministro do STF Flávio Dino. O candidato afirmou que Dino teria pedido vista em um processo para impedir, por enquanto, uma investigação. Zema também relacionou a presença do ministro na Corte ao presidente, que o teria indicado.
Mais cedo, o ministro Gilmar Mendes determinou que Renan Santos, do Missão, fosse incluído no debate. A decisão alterou a formação planejada para o encontro e se somou a outras determinações judiciais que interferiram no formato do evento.
A lista inicial da Globo incluía Lula e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). Lula havia informado que não participaria do debate e que daria uma entrevista ao podcast Flow no mesmo horário.


