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Política

Rússia relata ciberataque contra sistema eleitoral durante votação legislativa

Ataque em Moscou continua, mas Comissão Eleitoral Central afirma que a votação pela internet segue sob controle.

Rússia relata ciberataque contra sistema eleitoral durante votação legislativa

A Rússia informou neste sábado (19) que seu sistema eleitoral sofreu um ciberataque de grande intensidade em Moscou, no segundo dia da votação legislativa. A presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, afirmou que a ofensiva ainda estava em andamento, mas não havia interrompido o processo.

“Durante toda a noite, literalmente sem interrupção, o sistema eleitoral sofreu um ciberataque muito potente”, declarou Pamfilova. Ela disse que a segurança da estrutura permitia manter a votação e que a situação estava sob controle.

As eleições renovam as 450 cadeiras da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo. O pleito é o primeiro legislativo realizado desde o início da ofensiva militar em larga escala contra a Ucrânia, em 2022. A votação também ocorre nos territórios do leste ucraniano ocupados e anexados pela Rússia.

A expectativa é de vitória do Rússia Unida, partido do presidente Vladimir Putin. O processo eleitoral ocorre em um cenário de repressão à dissidência, enquanto o Yabloko, único partido abertamente contrário à guerra, não foi autorizado a participar.

Além do Rússia Unida, foram habilitados o KPRF, o LDPR, o Rússia Justa e o Gente Nova. As legendas autorizadas apoiam, de diferentes formas, Putin e a continuidade da guerra na Ucrânia. Em Moscou e em 30 regiões russas, o eleitorado pode votar pela internet.

A votação começou na manhã de sexta-feira e termina no domingo, às 21h00 locais (15h00 de Brasília). Os primeiros resultados devem ser divulgados pouco depois.

Em uma seção eleitoral instalada em um teatro no centro de Moscou, Tatiana, aposentada de 71 anos, disse ter votado no Rússia Unida. Diana, 30 anos, escolheu o Gente Nova e afirmou esperar que o partido dê mais atenção às dificuldades econômicas provocadas pelas sanções ocidentais e pelos ataques ucranianos. Ela declarou desejar a paz, mas avaliou que a guerra não terminará tão cedo.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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