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Política

Trump é acusado de pressionar eleições em quatro países latino-americanos

Relatos citam apoio a candidatos, pressão econômica, operações digitais e até ação militar como formas de interferência dos EUA.

Trump é acusado de pressionar eleições em quatro países latino-americanos

Donald Trump é acusado de ter interferido em processos eleitorais de Brasil, Colômbia, Argentina e Honduras por meio de apoio público a candidatos, ameaças econômicas, operações digitais e articulações diplomáticas. O caso venezuelano é apresentado como o limite dessa política, com uma intervenção militar atribuída ao governo dos Estados Unidos.

As denúncias sobre o Brasil ocorrem às vésperas das eleições. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou à ONU acusações de tentativa de intervenção estadunidense. O historiador Vijay Prashad citou uma avaliação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e uma carta de senadores do Partido Democrata ao Departamento de Estado. Os documentos alertariam para o risco de pressão sobre eleitores e empresas, com possível aplicação de tarifas caso Flávio Bolsonaro não vencesse.

Prashad também mencionou sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes em julho de 2025 e retiradas em dezembro. Para ele, desinformação coordenada, financiamento oculto e ataques cibernéticos estariam entre os mecanismos possíveis de interferência. O historiador afirma ainda que Washington pretende reduzir a influência da China nas Américas e impedir que o Brasil lidere iniciativas multilaterais ligadas ao Sul Global.

Colômbia e Argentina

Na Colômbia, Trump declarou apoio a Abelardo De la Espriella, candidato de extrema direita, e classificou Iván Cepeda, do Pacto Histórico, como representante da esquerda radical. Gustavo Petro acusou Trump e o senador Marco Rubio de atuarem no processo eleitoral e afirmou que a intervenção teria incluído recursos externos e manipulação digital do sistema de contagem de votos.

Petro pediu a anulação do pleito e denunciou a derrubada da plataforma que reunia dados técnicos sobre a suposta fraude. Um grupo de 20 parlamentares democratas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos repudiou a tentativa de favorecer uma candidatura. Eurodeputados também pediram que instituições europeias rejeitassem interferências políticas, diplomáticas ou econômicas na eleição colombiana.

Na Argentina, Trump apoiou Javier Milei antes das eleições legislativas de 26 de outubro de 2025. Em encontro na Casa Branca, em 14 de outubro, condicionou a ajuda financeira dos Estados Unidos ao desempenho da base governista. O acordo de troca cambial, no valor de US$ 20 bilhões, foi formalizado seis dias antes da votação. O partido Libertad Avanza obteve 40,8% dos votos para a Câmara dos Deputados e conquistou 13 das 24 vagas no Senado.

Honduras e Venezuela

Em Honduras, o chamado Hondurasgate envolve 37 áudios sobre articulações para favorecer Nasry Asfura. Entre as medidas apontadas está o indulto concedido por Trump ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, condenado nos Estados Unidos a 45 anos de prisão por narcotráfico. O perdão foi assinado em 30 de novembro de 2025, dois dias antes da eleição.

Trump também teria ameaçado interromper remessas financeiras caso Rixi Moncada, candidata progressista, vencesse. As investigações citam o estrategista argentino Fernando Cerimedo, acusado de comandar ações digitais, divulgar projeções falsas e orientar manobras contra a contagem dos votos. A disputa envolvia 306 atas, com mais de 132 mil votos, e diferença declarada de 27 mil sufrágios.

Na Venezuela, Nicolás Maduro foi reeleito em 28 de julho de 2024, com 51,95%, para um mandato de seis anos. Após a contestação do resultado, o texto atribui ao governo Trump o bombardeio de Caracas e de outras regiões em 3 de janeiro, além do sequestro de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Prashad afirmou que a operação, mencionada por Trump em discurso na ONU em 22 de setembro, demonstraria a disposição de Washington de usar força quando seus interesses fossem considerados ameaçados.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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