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Política

Democratas dos EUA acusam Trump de pressionar eleições no Brasil

Bernie Sanders e 30 deputados dizem que medidas de Washington ameaçam a soberania e pedem reconhecimento do resultado eleitoral brasileiro.

Democratas dos EUA acusam Trump de pressionar eleições no Brasil

Bernie Sanders e 30 deputados democratas dos Estados Unidos acusaram o governo de Donald Trump de pressionar o Brasil antes do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro. Em carta enviada ao secretário de Estado Marco Rubio e divulgada nesta quinta-feira (24), os parlamentares pediram que Washington se comprometa a reconhecer o resultado certificado das urnas.

O documento afirma que as ações recentes da Casa Branca indicam um possível esforço para interferir no processo eleitoral brasileiro e enfraquecê-lo. Os congressistas classificam a atuação do governo americano como uma combinação de pressão diplomática, econômica e política, com riscos para as instituições democráticas, a confiança no sistema eleitoral e a relação entre os dois países.

Medidas citadas pelos parlamentares

Um dos episódios mencionados é a reunião realizada no Salão Oval entre Trump e Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência, em maio. De acordo com a carta, o parlamentar pediu que os Estados Unidos classificassem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A designação foi feita pouco tempo depois.

Os democratas afirmam que autoridades brasileiras temem que essa classificação seja usada para justificar sanções e outras ações extraterritoriais. O documento também relaciona a medida às justificativas apresentadas para ataques militares de Trump na América Latina, baseadas em supostas ameaças de organizações desse tipo.

A carta chama de violação da soberania brasileira o tarifaço promovido por Trump e as sanções impostas pelos Estados Unidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para os parlamentares, a interferência pode afetar não apenas a eleição brasileira, mas também a confiança dos eleitores em processos e instituições democráticas de outros países da região.

A possibilidade de influência estrangeira no pleito já levou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a produzir um relatório reservado sobre ameaças ao processo eleitoral. O documento elevou o tema a um nível de criticidade. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o assunto.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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