A notícia e o que está por trás
Brasil

Audiência sobre prisão domiciliar de Cilia Flores é marcada para 8 de outubro

Defesa cita agravamento da saúde da primeira-dama venezuelana e propõe monitoramento armado, tornozeleira e restrições de comunicação.

Audiência sobre prisão domiciliar de Cilia Flores é marcada para 8 de outubro

O juiz federal Alvin K. Hellerstein marcou para 8 de outubro a audiência que analisará o pedido de prisão domiciliar de Cilia Flores, deputada e primeira-dama da Venezuela. A sessão ocorrerá às 10h30, no horário local, no Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

A defesa quer transferir Flores do Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn para uma residência privada. O pedido se baseia em relatórios médicos que indicam deterioração severa de sua saúde física e cardíaca desde a detenção. Aos 69 anos, ela teria perdido mais de 11 quilos, além de apresentar arritmia, falta de ar e dores intensas no peito. A primeira-dama usa atualmente quatro medicamentos de forma contínua.

Prazos e proposta de custódia

O governo dos Estados Unidos deverá responder formalmente ao pedido de fiança até 23 de setembro. Depois, os advogados de Flores terão até 30 de setembro para apresentar a réplica. A petição foi protocolada pela defesa em 9 de setembro.

Para sustentar a possibilidade de prisão domiciliar durante o processo, os advogados propuseram vigilância armada ininterrupta, feita por uma empresa privada especializada, além de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte, limitação de visitas e controle das comunicações. A acusada assumiria todas as despesas do esquema de segurança.

Em 10 de setembro, Hellerstein determinou que os relatórios médicos e exames clínicos permanecessem sob sigilo, por considerar que os documentos têm caráter personalíssimo.

Processo contra o casal

Cilia Flores e o presidente Nicolás Maduro foram sequestrados em Caracas durante uma operação militar das forças especiais dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026. Os dois foram levados para Nova York e afirmam ser inocentes das acusações apresentadas pela promotoria americana. Diante do tribunal, declararam-se “prisioneiros de guerra”.

A defesa sustenta que ambos têm imunidade soberana na condição de chefe de Estado e primeira-dama e, por isso, pede a anulação do processo. Outra sessão, marcada para 17 de novembro, analisará moções preliminares, incluindo esse pedido. O julgamento principal está previsto para 1º de junho de 2027.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.