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As bases sociais do fascismo, do integralismo e do bolsonarismo

Artigo relaciona movimentos autoritários do século XX ao apoio social ao discurso de Jair Bolsonaro no Brasil.

As bases sociais do fascismo, do integralismo e do bolsonarismo

O fascismo, o nazismo e o integralismo não surgem sem apoio social, segundo a análise de Sebastião Costa, médico pneumologista e autor do artigo. Para ele, movimentos políticos fortes dependem de uma base que compartilhe suas ideias e sua visão de sociedade.

A trajetória de Plínio Salgado é apresentada como um exemplo desse processo. Depois de visitar a terra de Mussolini, ele teria retornado entusiasmado com os preceitos fascistas e criado, em outubro de 1932, a Aliança Integralista Brasileira. A combinação entre o prestígio das ideias do ditador italiano e uma propaganda anticomunista vigorosa teria contribuído para a formação de um partido de massas, com mais de 4 mil células espalhadas pelo país.

Ainda nos anos 30, o nazismo também se estabeleceu no Brasil por meio de núcleos legalizados em 18 estados. O movimento é descrito como o mais forte entre os que formalizaram o nazismo fora da Alemanha.

A comparação com o bolsonarismo

A análise sustenta que a existência de uma base social ajuda a explicar como um político associado, no artigo, à homofobia, ao racismo e à misoginia pôde conquistar o apoio de 1/4 da população brasileira. Esse apoio, afirma Costa, permaneceu mesmo durante a pandemia, quando Jair Bolsonaro teria feito declarações consideradas inadequadas diante da morte de mais de 600 mil pessoas, além de negar vacinas, desestimular o uso de máscaras e incentivar aglomerações.

O texto também relaciona ao bolsonarismo a afinidade pela violência, o apreço por regimes autoritários, o estímulo ao militarismo, o afastamento das liberdades democráticas, a concentração de poder e o armamentismo da população. A partir desses elementos, questiona se haveria diferenças entre esse cenário, a Itália dos anos 30, o nazismo de Hitler e o integralismo de Plínio Salgado, associado à defesa de Deus, Pátria e Família.

Por fim, Costa aproxima esse apoio da adesão aos caminhos totalitários iniciados a partir de 1964, quando os militares, conforme o artigo, retiraram liberdades democráticas e expulsaram, torturaram e assassinaram opositores. A conclusão é que seguidores de Plínio Salgado, admiradores de Hitler, apoiadores dos militares e simpatizantes de Jair Bolsonaro compartilhariam uma mesma visão política e consciência social.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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