O governo da China se opôs às sanções dos Estados Unidos contra o setor de aviação do Irã, que entraram em vigor nesta quarta-feira (23). A declaração foi feita por Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, ao ser questionado sobre a continuidade dos pousos de aeronaves iranianas em território chinês.
“A posição da China é consistente. Nos opomos firmemente a sanções unilaterais ilegais”, afirmou Guo. Segundo ele, as medidas não têm fundamento no direito internacional nem autorização do Conselho de Segurança da ONU.
As sanções fazem parte da campanha econômica de “máxima pressão” do governo Trump. Em 24 de agosto, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou a “Operação Pária Econômico”, voltada para cinco setores: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo.
Em 8 de setembro, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), ligado ao Departamento do Tesouro, sancionou 36 alvos por apoiarem o setor de aviação iraniano. As medidas atingiram empresas que, segundo Bessent, continuam apoiando a Mahan Air, principal companhia aérea privada do Irã.
“Vocês correm o risco de serem excluídos do sistema financeiro global”, disse o secretário, dirigindo o alerta a empresas que mantêm negócios com companhias aéreas iranianas.
Voos mantidos e suspensos
Mesmo após a entrada em vigor das sanções, foram registrados voos de Istambul e Ankara, na Turquia, para Teerã, capital do Irã. Também apareciam operações de Mashhad, no Irã, para Najaf, no Iraque, além de voos para Bangkok e Phuket, na Tailândia, e Xangai, na China.
O Azerbaijão suspendeu as conexões com o Irã desde terça-feira (22), citando as medidas americanas. A Turkish Airlines anunciou a interrupção de todos os voos para o Irã até pelo menos março de 2027. Bessent havia declarado na segunda-feira (21) que as sanções interromperiam as operações internacionais das companhias aéreas iranianas a partir de 23 de setembro.


