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CineBancários promove debate sobre documentário das Cozinhas Solidárias do MTST

Sessão em Porto Alegre reúne o codiretor Pedro Charbel e quatro cozinheiras do MTST nesta segunda-feira (21).

CineBancários promove debate sobre documentário das Cozinhas Solidárias do MTST

O CineBancários realiza nesta segunda-feira (21), às 19h, uma sessão especial de Não Existe Almoço Grátis, documentário sobre as Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Após a exibição, haverá um debate com o codiretor Pedro Charbel e quatro cozinheiras do movimento: Zelia Silva, Isaura Martins, Ana Carla e Lili Santos. A mediação será feita por Carolina Disegna.

Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do cinema, instalado na sede do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), na rua General Câmara, 424, no Centro Histórico de Porto Alegre. O filme tem distribuição da Descoloniza Filmes e classificação indicativa de 10 anos.

A fome e a organização comunitária

Com 74 minutos de duração, o documentário aborda os impactos da pandemia de covid-19 e o avanço da fome diante da falta de políticas públicas para enfrentar o problema. Nesse contexto, o MTST organizou dezenas de Cozinhas Solidárias, responsáveis pela distribuição de almoços gratuitos em diferentes partes do país.

A narrativa acompanha Bizza dos Santos, Jurailde Alves Ferreira e Socorro Rodrigues, três mulheres negras que coordenam uma cozinha no Sol Nascente, no Distrito Federal. A história mostra a preparação do grupo para receber pessoas que iriam a Brasília para a posse presidencial de 1º de janeiro de 2023, quando as cozinheiras organizaram a produção de refeições para centenas de participantes.

As trajetórias pessoais aparecem sem seguir uma ordem linear. Bizza deseja construir a própria casa e abrir um negócio no lote obtido por meio da luta no MTST. Jurailde, que é evangélica, relaciona sua ligação com a terra à ancestralidade indígena e à experiência de trabalho infantil. Socorro reconstrói a própria trajetória familiar depois de ter sido abandonada pelo pai durante a infância.

Os diretores Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel definem o longa como um “manifesto contra as máximas neoliberais da meritocracia, do individualismo e do lucro”. Para eles, Brasília funciona como símbolo de desigualdades que precisam ser superadas, enquanto a linguagem visual e sonora evidencia os contrastes sociais do Distrito Federal.

Trajetória em festivais

Antes de chegar ao circuito comercial, o filme passou por mostras e festivais. Em 2023, integrou a Mostra Contemporânea Brasileira do 27º ForumdocBH e recebeu o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular, além de Menção Honrosa do Júri Oficial no 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Em 2024, participou da 13ª Mostra Ecofalante, onde venceu novamente como Melhor Filme pelo Júri Popular. Também esteve na Mostra Foco do 13º Olhar de Cinema e na Competitiva Nacional do 31º Festival de Cinema de Vitória, recebendo Menção Honrosa do Júri Oficial. Em 2025, conquistou o Prêmio Destaque na 21ª Mostra do Filme Livre.

Entre 17 e 23 de setembro, Não Existe Almoço Grátis também está em cartaz em Belo Horizonte, Florianópolis, Fortaleza, Salvador, São Paulo e Vitória. A direção é de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel; a produção executiva é assinada pelos dois diretores e por Evelyne Lessa. A distribuição fica a cargo da Descoloniza Filmes.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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