A notícia e o que está por trás
Brasil

Colômbia abandona intervenção em caso de genocídio contra Israel na CIJ

Decisão encerra participação colombiana no processo aberto pela África do Sul, mas mantém o país vinculado à Convenção contra o Genocídio.

Colômbia abandona intervenção em caso de genocídio contra Israel na CIJ

A Colômbia comunicou à Corte Internacional de Justiça (CIJ) sua retirada do processo iniciado pela África do Sul contra Israel por supostas violações da Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio na Faixa de Gaza. O tribunal informou a decisão na terça-feira (22), após receber a comunicação colombiana na sexta-feira (18).

Com a medida, foi encerrada a declaração de intervenção apresentada pelo país em 5 de abril de 2024. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia afirmou que a retirada não significa abandono da Convenção contra o Genocídio nem mudança no status colombiano como Estado Parte. Também declarou que permanecem válidas as obrigações internacionais assumidas pelo país.

A decisão ocorre durante uma mudança na política externa colombiana sob o presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há quase dois meses. O governo busca reconstruir relações diplomáticas e estratégicas com Israel, em contraste com a política do antecessor, Gustavo Petro (2022-2026). Petro havia rompido as relações bilaterais e apoiado iniciativas internacionais contra as operações militares israelenses em Gaza.

O ex-presidente criticou a retirada nas redes sociais e classificou a decisão como uma “vergonha para a Colômbia”. Já o ministro das Relações Exteriores, Omar Bula, defendeu perante o Senado a retomada das relações com Israel, com cooperação prevista em segurança, inteligência e cibersegurança.

A reaproximação também inclui o reconhecimento da soberania israelense sobre as Colinas de Golã, tomadas da Síria, e a transferência da sede diplomática colombiana de Tel Aviv para Jerusalém.

O processo na Corte Internacional de Justiça

A África do Sul apresentou o caso contra Israel ao tribunal em dezembro de 2023, acusando o país de violar a Convenção sobre o Genocídio durante sua ofensiva na Faixa de Gaza. A CIJ determinou medidas provisórias ao longo do processo, mas ainda não decidiu o mérito das acusações. Israel rejeitou as alegações.

Desde 7 de outubro de 2023, o cerco militar israelense matou 73.919 palestinos e feriu 174.977, segundo os dados citados. A infraestrutura da Faixa de Gaza foi 90% destruída, e a reconstrução é estimada em US$ 70 bilhões. Um cessar-fogo entrou em vigor em outubro de 2025; desde então, 1.399 palestinos foram mortos e 4.863 ficaram feridos, enquanto os corpos de 834 pessoas foram recuperados.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.