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EUA descartam deslocamento forçado de palestinos da Faixa de Gaza

Mike Huckabee rejeitou propostas de ministros israelenses para a saída de palestinos de Gaza e defendeu que qualquer partida seja voluntária.

EUA descartam deslocamento forçado de palestinos da Faixa de Gaza
Foto: REUTERS/Mahmoud Issa

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmou neste sábado (5) que não existe plano para retirar palestinos da Faixa de Gaza contra a vontade deles. A declaração foi dada após dois ministros israelenses defenderem publicamente a saída em massa da população do território.

Huckabee disse que os moradores de Gaza poderiam deixar a região se essa fosse uma decisão voluntária. “Há uma abertura para que, se as pessoas desejarem partir, tenham o direito de fazer isso”, afirmou. Ele também rejeitou a possibilidade de deslocamento compulsório e declarou que não conhece ninguém que apoie essa medida entre israelenses ou norte-americanos.

A fala ocorreu em Turmus Ayya, cidade palestina localizada na Cisjordânia ocupada por Israel. O embaixador afirmou ainda que não há qualquer plano israelense para deslocar pessoas para fora de Gaza contra a vontade delas.

Propostas de ministros israelenses

Na quarta-feira (2), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que não haveria uma solução real para Gaza sem a migração da população. A declaração foi feita após o governo israelense voltar a discutir a saída de palestinos do território.

No dia seguinte, o ministro da Segurança, Itamar Ben-Gvir, apresentou um plano de sete anos para retirar a população de Gaza. Ele classificou a proposta como uma iniciativa de emigração voluntária.

As declarações dos ministros ocorreram a menos de dois meses das eleições gerais de Israel, marcadas para 27 de outubro. A posição apresentada por Huckabee diferencia uma eventual saída voluntária de um deslocamento imposto, hipótese que o representante dos Estados Unidos afirmou rejeitar.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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