O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e reafirmou o apoio de Kuala Lumpur à soberania iraniana. A declaração ocorreu durante uma reunião com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, à margem da cúpula do BRICS na Índia, neste sábado, 12.
Anwar disse que a integridade territorial e a soberania do Irã são respeitadas pela Malásia. Também defendeu o fortalecimento das relações entre os dois países nas áreas comercial, econômica e educacional e classificou como admirável a resistência do governo e da população iraniana.
Pezeshkian afirmou que o Irã não pretende buscar a guerra nem prolongar o conflito com os Estados Unidos. O presidente também declarou que a segurança e a integridade territorial da região devem ser garantidas pelos próprios países, sem participação estrangeira. “Não precisamos de um polícia gendarme na região”, disse.
O líder iraniano afirmou que seu país não tem problemas com os vizinhos muçulmanos e acusou os Estados Unidos de tentar transformar países amigos e irmãos em inimigos. Também atribuiu o que chamou de incêndio regional à abordagem hegemônica dos Estados Unidos e da Europa e a crimes cometidos por Israel. Segundo Pezeshkian, esses países não querem a existência de nações independentes na região.
Ao mencionar a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o presidente disse que seu país foi atacado sem razão e que houve mortes de seu líder, crianças, comandantes e cientistas. Sobre ataques lançados a partir de países vizinhos, afirmou que o Irã precisou defender o próprio território e atingir bases militares usadas nas ofensivas.
Pezeshkian também se reuniu com o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali. Nessa conversa, declarou que a presença dos Estados Unidos na região não trouxe salvação, mas derramamento de sangue. Abiy ofereceu condolências pelo martírio do líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Seyyed Ali Khamenei, e elogiou a resistência, a resiliência e o patriotismo dos iranianos.


