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Xi e Putin testam os limites das alianças no Brics durante cúpula na Índia

Presença de líderes e conflitos entre integrantes colocam em evidência a distância entre a retórica de união e os interesses nacionais.

Xi e Putin testam os limites das alianças no Brics durante cúpula na Índia

A presença de Xi Jinping na Índia, pela primeira vez em sete anos, será o principal movimento político da 18ª reunião de cúpula do Brics, realizada neste fim de semana. O encontro reunirá líderes com interesses divergentes, enquanto Nova Déli tenta administrar sua relação com Pequim e Moscou busca preservar a exportação de petróleo para os indianos.

A cúpula formalmente ocorrerá no sábado (12) e no domingo (13). O presidente russo, Vladimir Putin, chegou na sexta (11) a Nova Déli e se encontrou com o primeiro-ministro Narendra Modi. A prioridade russa é manter aberto o canal de venda de petróleo aos indianos, em meio às sanções impostas a Moscou devido à Guerra da Ucrânia.

Irã e Emirados expõem divisão interna

O comparecimento de Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, tem peso político para Teerã, que busca projetar apoio internacional enquanto enfrenta militarmente os Estados Unidos. Xi e Putin apoiam o país, mas a Índia não está nessa posição.

A situação é ainda mais complexa pela presença dos Emirados Árabes Unidos, que romperam relações comerciais com o Irã depois de se tornarem o principal alvo de retaliação iraniana contra aliados americanos no golfo Pérsico. Khaled bin Mohamed bin Zayed, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, estará no mesmo encontro que Pezeshkian.

As diferenças entre os dois países já impediram um comunicado do Brics neste ano. O Kremlin teme que o impasse volte a bloquear uma declaração durante a reunião na Índia.

O grupo foi criado por Brasil, Rússia, Índia e China em 2009. A expansão promovida em 2023 ampliou a participação de países com agendas próprias. O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, também estará presente, assim como convidados incorporados ao bloco naquele período.

Disputa entre Índia e China

A chegada de Xi ocorre em meio ao esforço de Modi para equilibrar a aproximação com Pequim e a construção de alianças militares com países desconfiados das intenções chinesas no Indo-Pacífico. O objetivo indiano é manter no horizonte a possibilidade de bloqueio de rotas marítimas, diante da ameaça atribuída à China.

Modi já havia visitado a China e se encontrado com Xi na cúpula do Brics realizada em Kazan, na Rússia, em 2024. A expectativa agora é por uma reunião bilateral entre os dois, que não conversaram a sós quando participaram, uma semana antes, da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, no Quirguistão. Na ocasião, Modi se reuniu com Putin, que também teve uma conversa com Xi.

A relação entre Índia e China é marcada por tensões que, nos últimos anos, incluíram escaramuças fronteiriças próximas de um conflito. A cúpula será mais uma etapa das negociações entre as duas potências nucleares asiáticas.

Brasil e a disputa com Washington

Luiz Inácio Lula da Silva será o único líder dos países fundadores ausente. Mauro Vieira representará o presidente brasileiro, que está concentrado em sua campanha à reeleição.

No fórum empresarial, Putin acusou países ocidentais de promover ataques a “oleodutos e instalações petrolíferas” de integrantes do Brics para recuperar sua hegemonia econômica. A declaração se referia aos ataques com drones da Ucrânia contra refinarias russas e, presumivelmente, aos bombardeios americanos contra o Irã. O presidente russo poupou Donald Trump, com quem voltou a se aproximar em uma tentativa de mediação entre Moscou e Kiev.

Para o Brasil, a reunião deverá incluir o debate sobre a integração dos meios de pagamentos digitais dos países do Brics. A proposta é considerada de difícil execução, mas sua discussão tende a provocar irritação em Washington. Trump interpreta o bloco como uma frente hostil aos Estados Unidos, embora cada integrante mantenha sua própria relação e seus interesses com os americanos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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