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Arcary vê risco eleitoral em crise do Banco Master e rejeita adesão ao impeachment de Moraes

Professor afirma que a esquerda deve defender investigações, mas não tratar a ofensiva contra Alexandre de Moraes como uma pauta própria.

Arcary vê risco eleitoral em crise do Banco Master e rejeita adesão ao impeachment de Moraes

Valerio Arcary avalia que a crise envolvendo o Banco Master criou uma situação política mais difícil para Luiz Inácio Lula da Silva e pode influenciar a disputa presidencial. Para o professor, a esquerda deve apoiar a investigação de todas as suspeitas, mas não aderir automaticamente à campanha de impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A disputa pelo sentido da crise

Na análise de Arcary, a ofensiva de André Mendonça contra Moraes deslocou o centro do debate para as relações entre o Banco Master, Daniel Vorcaro e integrantes de instituições públicas. Mendonça determinou que a Polícia Federal produzisse um relatório sobre essas conexões e, depois, retirou o sigilo das mensagens. O autor interpreta a decisão como uma operação política com efeitos eleitorais.

As mensagens divulgadas, segundo o artigo, sugerem uma relação de proximidade entre Vorcaro e Moraes. Também aparecem referências a Paulo Gonet, da Procuradoria-Geral da República, e a Andrei Rodrigues, da Polícia Federal. A exposição dos diálogos, na avaliação de Arcary, pode nivelar diferentes personagens sob a suspeita de corrupção e proteger Flávio Bolsonaro.

O professor relaciona essa estratégia à investigação sobre os R$ 130 milhões destinados pelo Banco Master ao filme-biografia “Dark Horse”. Para ele, a divulgação de denúncias contra Moraes funciona como uma forma de desviar a atenção da apuração sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro. A mesma lógica alcançaria a campanha pelo impeachment do ministro, expressa nas ruas por slogans como “Fora Moraes” e “Fora Lula”.

Críticas à esquerda e ao bolsonarismo

Arcary afirma que Moraes não deve receber apoio incondicional da esquerda. Eventuais indícios de crimes, diz ele, precisam ser investigados e, se comprovados, punidos. O autor, porém, diferencia esse procedimento de um julgamento político sumário no Senado, que considera próximo do método associado à Lava Jato.

Ao mesmo tempo, o artigo sustenta que a ofensiva de Mendonça tem como alvo político Lula. A crise ocorre, segundo Arcary, em um ambiente no qual denúncias de corrupção podem dominar a campanha e favorecer Flávio Bolsonaro. O professor considera que a base eleitoral da extrema direita permanece resistente a acusações contra seus representantes, enquanto a exposição de Moraes pode ampliar a mobilização bolsonarista.

O texto também menciona a reação de Moraes, que teria defendido, junto a Fachin, a abertura de uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade. Arcary considera imprevisível o desfecho jurídico do caso, mas afirma que o movimento político do ministro é identificável.

Possível escalada institucional

O autor prevê o agravamento do conflito dentro do STF. Ele menciona a possibilidade de diferentes alinhamentos entre os ministros, sem afirmar que qualquer um deles já tenha se consolidado. Também considera possível uma negociação para reduzir os danos à imagem da instituição.

A crise, segundo o artigo, pode alcançar o Plenário do STF depois de 11 de setembro, quando se esgotar o prazo de cinco dias úteis estabelecido por Fachin para que os envolvidos sejam ouvidos. Arcary defende que Mendonça seja afastado da relatoria da investigação do Banco Master, por ter acumulado funções que, na avaliação do professor, caracterizariam abuso de poder. Ao mesmo tempo, sustenta que Moraes também deve ser investigado pelas relações com Vorcaro.

A mobilização prevista para 7 de setembro aparece como outro ponto de pressão. A expectativa descrita no texto é que a divulgação das mensagens fortaleça atos na Avenida Paulista pela renúncia de Moraes e dê uma bandeira aos senadores favoráveis ao impeachment do ministro.

O alerta eleitoral

Arcary rejeita a ideia de que Lula já teria a vitória assegurada. Ele cita a última pesquisa Datafolha para afirmar que houve oscilação negativa na aprovação do governo e confirmação de empate técnico no segundo turno. O professor não apresenta esses dados como resultado definitivo, mas como sinal de que a crise pode afetar as preferências eleitorais.

Para o autor, a esquerda deveria concentrar esforços na derrota do bolsonarismo, sem transformar a denúncia das relações entre dinheiro e poder em uma tese de que todas as instituições e todos os atores são equivalentes. O artigo também menciona as relações de Jacques Wagner com o sócio de Vorcaro, mas as classifica como um episódio lateral dentro do escândalo do Banco Master.

A conclusão de Arcary é que a investigação deve alcançar todos os envolvidos, sem que a esquerda se torne parte da operação política contra Moraes. Na avaliação apresentada, a prioridade é impedir que a crise seja usada para blindar Flávio Bolsonaro e alterar a disputa presidencial em favor da extrema direita.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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