DISTRITO FEDERAL — A crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master foi classificada como um crime por Erika Kokay (PT) durante o debate entre candidatos ao Senado. A candidata defendeu a responsabilização dos envolvidos e afirmou que os recursos deveriam ser devolvidos ao banco público do Distrito Federal.
“Eu penso que o que foi feito contra o BRB e contra Brasília é um verdadeiro crime”, declarou Erika. Ela também disse que o Banco de Brasília era uma instituição sólida que teria sido saqueada.
O encontro, realizado na noite desta quinta-feira (24), reuniu Erika, Guto Felício (PSDB), Marley Alves (Avante), Ronaldo Fonseca (PSD) e Sebastião Coelho (Novo). Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Leila do Vôlei (PDT), que haviam sido convidadas, não compareceram.
Discussões sobre trabalho e recursos do DF
A redução da jornada de trabalho esteve entre as principais propostas apresentadas por Erika. Ela associou o fim da escala 6×1 ao descanso, ao convívio familiar e ao direito de cada pessoa dispor do próprio tempo. Na avaliação da candidata, trabalhadores mais felizes produzem melhor e o Brasil deveria responder aos interesses da classe trabalhadora.
O Fundo Constitucional do Distrito Federal foi abordado em uma pergunta de Ronaldo Fonseca a Marley Alves. Ronaldo questionou como Marley reagiria caso o Executivo apresentasse ao Congresso uma proposta para alterar o fundo. Marley defendeu a preservação dos recursos e afirmou que o mecanismo era “inegociável”.
Na réplica, Ronaldo disse que uma proposta de lei complementar enviada ao Congresso incluiria um “jabuti” para modificar o índice de correção do Fundo Constitucional. Segundo ele, a alteração poderia provocar uma perda de mais de R$ 1 bilhão por ano para o Distrito Federal.
Erika pediu direito de resposta e contestou a atribuição da proposta ao governo federal. Ela afirmou que, no governo anterior, o fundo correspondia a cerca de R$ 16 bilhões e que atualmente chegava a R$ 28 bilhões.
Igualdade salarial e composição das chapas
Erika também criticou a ausência de Bia Kicis e disse que gostaria de questioná-la sobre a igualdade salarial entre homens e mulheres e a criminalização da misoginia. A candidata ainda levantou dúvidas sobre a indicação de familiares como primeiros suplentes.
Bia registrou o filho, Samuel Kicis de Sordi, nessa posição, enquanto Michelle Bolsonaro indicou o irmão, Diego Torres Dourado. Para Erika, os eleitores deveriam ter transparência sobre quem poderia ocupar o mandato.
O debate foi dividido em apresentação, dois blocos de perguntas e considerações finais. Os pedidos de direito de resposta foram avaliados por uma comissão presidida pelo desembargador Roberval Belinati, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).


