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Debate ao Senado por São Paulo revela divisão entre candidatos de direita

Confrontos entre André do Prado e Ricardo Salles contrastaram com a aproximação de Marina Silva e Simone Tebet durante o debate.

Debate ao Senado por São Paulo revela divisão entre candidatos de direita
Foto: Debate do UOL e FOlha de São Paulo com candidatos ao Senado

O debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo expôs divergências no campo da direita e aproximou as candidatas identificadas com o campo progressista. O encontro ocorreu nesta segunda-feira (21) e reuniu Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo).

A disputa pelo eleitorado conservador apareceu já no primeiro bloco, quando Prado acusou Salles de ter “medinho” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A crítica foi relacionada às investigações que envolvem o deputado por um suposto esquema de exportação e contrabando de madeira ilegal da Amazônia.

Prado afirmou que essa apreensão explicaria a ausência de assinatura de Salles em um pedido de investigação contra Moraes apresentado em uma comissão mista do Congresso Nacional. O confronto entre os dois prosseguiu durante o debate e evidenciou as divisões entre os candidatos de direita.

Salles, por sua vez, direcionou as críticas ao grupo político de Prado. Ele acusou a “turma do Centrão” de usar a estrutura pública em benefício próprio e associou esse comportamento à infiltração do crime organizado em prefeituras e outros espaços. Também procurou explorar a trajetória política de Prado, que, antes da eleição, mantinha posições de centro e diálogo com o campo progressista, mas passou a adotar um discurso de extrema direita voltado ao eleitor bolsonarista.

Críticas às candidatas

Guilherme Derrite fez ataques às candidatas, que responderam em bloco. Marina Silva e Simone Tebet complementaram suas falas e criticaram posturas machistas atribuídas aos adversários.

Tebet defendeu mudanças na composição do STF, com paridade e diversidade nas futuras nomeações. A candidata propôs que, até haver pelo menos cinco mulheres e seis homens na corte, os próximos presidentes indiquem alternadamente uma mulher e um homem, além da adoção de uma cota racial.

Marina contestou a cobrança dirigida às mulheres na política e classificou esse comportamento como uma forma sistemática de desqualificação. “Isso se chama teste de competência de gênero”, afirmou a candidata, ao dizer que mulheres não precisam dominar todas as leis para atuar na política, assim como os homens não conhecem todos os assuntos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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